Observatório. A seção “Não custa lembrar”

Não haverá um que, hoje, ache algo para estranhar

Em 30 de junho de 2001:

“Quem diria? Luís Inácio Lula da Silva, que até as pedras sabem será o candidato do PT à Presidência pela quarta vez consecutiva, surpreendeu os próprios correligionários (ao menos os de Santa Maria) ao procurar o PL visando, senão uma aliança explícita, ao menos um apoio para as eleições de 2002.
O encontro, em Brasília, reuniu a bancada federal do partido do bispo Edir Macedo (sim, a Igreja Universal do Reino de Deus e o Partido Liberal estão cada vez mais sendo uma coisa só) e o ex-sindicalista que, até outro dia, preferia ver o diabo (com o perdão do trocadilho) a qualquer liberal.”

Hoje:

À época da nota acima, escrita e publicada há exatos 5 anos e 3 meses, ainda faltava mais de um ano para o pleito que elegeu Lula Presidente. O título: “Benção Universal”. Se alguém esqueceu, não custa refrescar: em 2002, PT e PL concorreram juntos. José Alencar, hoje no recém-inventado PRB, era exatamente do Partido Liberal.
Se há, após esse tempo todo, alguém tinha dúvida, não tem mais: as alianças são todas possíveis. Desde que o objetivo seja alcançado. A identidade mínima foi para as cucuias. E isso vale para todos, não apenas para o PT, sempre é bom lembrar. Nada há mais de estranho, desde então.



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