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Discussão. Ética e corrupção, os temas que marcam a campanha eleitoral. É só moda?

É verdade que, no Rio Grande do Sul, o debate se dá em outra dimensão. Por aqui, diferente do restante do país, para o bem ou para o mal, ética e corrupção são palavras muito caras. Enquanto uma é norma, a outra não encontra guarida, como regra, no comportamento dos políticos gaúchos. Assim, quem acompanha os programas de rádio e televisão dos candidatos ao Piratini, se defrontam com outro tipo de questionamento. Privatizar (ou não) é o verbo mais utilizado.

Já no plano federal, a história é bem diferente. Antes mesmo de planos de governo e do que se pensa para o Brasil nos próximos quatro anos, têm predominado a discussão em torno, bingoooo, exatamente do comportamento ético dos candidatos e da corrupção, cujo combate ganhou foro de prioridade.

É exatamente a utilização dessas palavras e do seu significado, o tema de reportagem muito interessante, que o jornal A Razão está publicando nesta sexta-feira, em texto assinado por Letícia Rodrigues. Confira:

”Ética e corrupção,
as palavras da vez

Embate entre Lula e Alckmin no segundo turno é marcado pela discussão envolvendo esses conceitos

Se no Rio Grande do Sul a discussão neste segundo turno gira em torno da privatização ou não das estatais, em nível nacional o que se apresentou até agora foi uma discussão envolvendo ética e corrupção. Foi isso que ocorreu no primeiro debate entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB), no último domingo, na TV Bandeirantes.

Para o coordenador do curso de Filosofia da UFSM, Jair Antônio Krassuski, a discussão está deixando de lado outro aspecto. “As pessoas devem estar atentas para não só o debate sobre a ética, mas a distinção do que é legal e do que é ético”, explica.

A ética, de acordo com o professor, serve para todos e tem origem na cultura e na formação religiosa, entre outras. “São valores que dizem porque não devemos agir mal”, diz. Já o que é legal é o que está na lei, ou seja, são as regras que podem variar de acordo com cada cultura. “Roubar ou apropriar-se de algo indevido não é só uma questão moral, é também uma questão legal, que é passível de processo”, exemplifica.

O professor acrescenta ainda que o PT vem apresentando-se como o partido do resgate ético. Lula vem dizendo que no seu governo há o combate à corrupção, inclusive com o afastamento pessoas de seu partido, e que não estaria “colocando o lixo para baixo do tapete”. “A ética não é patrimônio de uma parte, de um partido. É um conjunto de valores e atitudes que pertencem à cultura”, conclui.

Horário eleitoral – Ontem, durante o primeiro programa eleitoral gratuito na televisão, os dois começaram a apresentar suas propostas, mas de forma bastante ampla. A ética e a corrupção, porém, não saíram da pauta ambos mostraram trechos do debate em que as questões são tratadas.

O presidente do PT na cidade, Jarcedi Terra, diz que o partido vai continuar discutindo essas questões. “Até porque isso não começou no nosso governo”, diz, referindo-se ao período (1995-2002) em que o tucano Fernando Henrique Cardoso governou o país. O debate sobre o projeto da Frente Popular para o Brasil, conforme Terra, também será priorizado.

Já do lado do PSDB, o tom combativo de Alckmin durante o primeiro debate deve ser mantido até o final da campanha, de acordo com o presidente local do partido, Álvaro Rochedo. “Não vamos ficar só batendo no Lula.Vamos…”


SE DESEJAR ler a íntegra da reportagem, pode fazê-lo acessando a página do jornal na internet, no endereço www.arazao.com.br, ou na versão impressa, nas bancas nas primeiras horas desta sexta-feira.

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