Observatório. “Só quem torce pode crer em reversão do quadro. No Planalto. E no Piratini”

Yeda é tão favorita
quanto Lula. Fora
disso é só torcida


Está certo: pesquisas podem (e eventualmente ocorre) não se concretizar no resultado das urnas. No entanto, essa possibilidade se torna tão mais remota quanto forem largas as distâncias aferidas entre um e outro candidato, num segundo turno. Quem pensar diferente disso (e pode, não é proibido) será um torcedor, dificilmente um analista.

Dito isto, a internet tem sido pródiga em “holligans” travestidos de observadores políticos. E olha que o fenômeno não tem separação ideológica. Você encontra exemplos nos dois (ou três, ou quatro ou múltiplos) lados do chamado espectro político-ideológico.

Nominando: há quem defenda ser possível reverter o quadro nacional, em que pontifica Lula, e manter o que mostra a pesquisa gaúcha, com Yeda na frente. E o oposto: manter Lula lá, e defenestrar Yeda cá. Ah, tem! Basta garimpar os “analistas” de internet – não poucos deles, inclusive por serem mais torcedores que profissionais, fora do jornalismo impresso ou eletrônico.

De modo que avaliando, em vez de torcer, parece virtualmente impossível, neste momento, faltando uma semana para o pleito, que ocorra uma reversão de expectativas (e votos) tanto para a Presidência da República quanto para o Governo do Estado.

Atenção: está se escrevendo no campo da racionalidade, não da emoção. A ponto de se afirmar, com absoluta convicção, que apenas um cataclismo (de resto possível, mas bastante improvável) tira as vitórias consolidadas, hoje, de Lula e Yeda.

O resto. Bem, o resto é torcida.



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