3º nome. Doença de Alencar torna eleição para a Presidência da Câmara ainda mais importante

Por uma coincidência, conversei com um político do PMDB estadual na manhã desta sexta-feira, exatamente sobre esse tema. E a dificuldade que pessoalmente (eu) tinha e tenho de tratar dele, nos espaços de que disponho na mídia, especialmente este, do qual sou o gestor.

Trata-se da grave doença do vice-presidente recém reeleito, José Alencar. E que, com a descoberta de um novo tumor, irá aos Estados Unidos para cuidar da doença. Reconheço certo constrangimento, inclusive por razões humanitárias, de avançar acerca das implicações provocadas por uma eventual ausência de Alencar.

Aliás, eu e muita gente. Tanto que poucos, até onde sei, têm suficiente habilidade e sensibilidade quando se trata desse tipo de questão. Pois bem, surgiu o primeiro. E com credibilidade suficiente para discutir o assunto, sem que resvale para o melindre, por exemplo.

Mas é fato: com a saída de cena de Alencar, mesmo que se mantenha formalmente no cargo, torna-se ainda mais importante a eleição para a presidência da Câmara dos Deputados. Afinal de contas, o titular do cargo é, pela Constituição, o terceiro nome do Poder da República. E substituto legal do Presidente, na ausência do vice.

Leia, então, o que escreveu o jornalista. No caso, Ricardo Noblat, na página que mantém na internet:

”Eleição de presidente da Câmara ganha novo status

A disputa pela presidência da Câmara dos Deputados ganha um novo ingrediente com a notícia de que foi encontrado um tumor no abdome do vice-presidente da República José Alencar. Em julho último, Alencar foi operado em São Paulo para a retirada de um primeiro tumor maligno. Ele viajará aos Estados Unidos na próxima semana para se tratar do segundo.

O presidente da Câmara é o terceiro homem na linha de sucessão do presidente da República. Assume o cargo caso o vice-presidente não possa ou não queira fazê-lo.

A saúde de Alencar já foi abalada por uma série de incidentes. Em 1997, durante um check-up, descobriu-se que ele tinha dois tumores malignos, um no rim direito e outro no estômago. No ano passado, ele se submeteu a uma uma angioplastia, “técnica que utiliza um minúsculo balão inflado dentro da artéria obstruída com placas de gordura e sangue, além de uma minitela de aço que, aberta, facilita a passagem do sangue.”

O PMDB elegeu a maior bancada da Câmara e, a se respeitar a tradição, deverá indicar seu presidente. Mas Renan Calheiros (AL), também do PMDB, espera continuar presidindo o Senado. Ali, com a saída do PFL da senadora Roseana Sarney, candidata derrotada ao governo do Maranhão, o PMDB e o PFL têm o mesmo número de senadores. Ainda haverá muito troca-troca de partido na Câmara e no Senado até o início da nova legislatura em fevereiro próximo. Roseana poderá acabar no PMDB.

Também por tradição, o partido que faz o presidente de uma das casas do Congresso, Câmara ou do Senado, não faz da outra. Por ora, o PT aposta na reeleição de Renan ou na sua substituição pelo senador José Sarney (PMDB) para tentar eleger o presidente da Câmara. Seria o melhor dos mundos para Lula. Na dúvida, o melhor dos mundos para ele seria…”


SE DESEJAR ler a íntegra do texto, pode fazê-lo acessando a página do jornalista na internet, no endereço www.noblat.com.br.



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