A estratégia. Os três eixos da tentativa tucana para retornar ao Palácio do Planalto

A luta pelo poder é o que motiva os políticos. Todos eles. Então, é fundamental que eles se organizem para mantê-lo, se o têm; ou para conquistá-lo, se não. Neste último caso se encontra o PSDB, destronado por Lula do Palácio do Planalto e que por lá ficará por oito anos. Não se sabe, ainda, o que os lulistas pretendem em 2010 – exceto, obviamente, que tentarão permanecer no poder. Só não se sabe quem os representará na disputa.

Já o PSDB, segundo relata o analista Carlos Conde, da “Santa Fé Idéias”, em artigo publicado na página de Etevaldo Dias na internet, pensa desde agora em como fazer para retomar o comando da República. E estão, os tucanos, apostando numa estratégia calcada num tripé: mudar o partido, depois de convencido que levou “uma surra” do eleitorado; contar com uma grande administração de seus três governadores, inclusive de Yeda Crusius, no Rio Grande do Sul; e apostar num governo ruim de Lula.

Convenhamos, não é pouca coisa. Mas, afinal, o prêmio é também o melhor possível: governar o País. Para entender melhor o que seria a estratégia tucana, acompanhe, a seguir, o pensamento, na íntegra, de Carlos Conde:

”Tucanos já preparam volta ao Palácio do Planalto

Toda a estratégia que o PSDB desenvolverá nacionalmente, nos próximos quatro anos, para voltar ao Palácio do Planalto estará assentada sobre um tripé: reconstrução do partido, sucesso dos seus principais líderes em governos estaduais importantes e enfraquecimento de seu principal adversário, Luiz Inácio Lula da Silva. O tema tem ocupado um razoável tempo do comando tucano e de seus principais analistas desde que as urnas confirmaram a reeleição de Lula por uma diferença superior a 20 milhões de votos.

O PSDB está curtindo sua depressão pós-eleitoral, como admite seu presidente Tasso Jereissati. Mas promete, o mais rápido possível, levantar do sofá do analista e ir à luta, em busca de metas setoriais e do seu objetivo maior, que é subir de novo a rampa do Palácio do Planalto. Para isso, o partido admite que será realista, encarando de frente as lições da recente campanha. Primeira lição: o PSDB não perdeu, levou uma surra. Segunda lição: o resultado mostra que a maioria do eleitorado não está apenas descontente com os tucanos. Está muito descontente. Não é esse tipo de partido que ele quer. Portanto, não há outra saída: o partido precisa mudar.

Simultaneamente, o PSDB espera uma contribuição decisiva de suas maiores estrelas. José Serra, em São Paulo, e Aécio Neves em Minas Gerais podem ser os motores para a decolagem tucana de volta a dias de glórias. Do seu sucesso à frente desses dois grandes Estados vai depender, em boa parte, a vitória da estratégia que está sendo gerada no ninho tucano. Eles precisam provar, ao eleitorado nacional, que sabem conduzir bem seus Estados e, a partir dessa experiência, mostrar que saberão conduzir o País a porto seguro. Se falharem na tentativa estarão facilitando a tarefa do presidente Lula – que não será fácil – de criar e emplacar um candidato sem o seu carisma.

Na idéia tucana de brilhar nos governos estaduais será importante, embora não fundamental, uma contribuição da governadora eleita do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius. Um sucesso nesse Estado seria ainda mais valorizado porque ele enfrenta uma das mais graves crises de sua história.

A “estratégia do tripé” do PSDB se completaria com um mau desempenho do governo Lula. Os tucanos reconhecem que no momento o presidente está muito forte, saiu consagrado das urnas e teria tudo para realizar um bom governo se não fossem alguns obstáculos nada desprezíveis que aparecerão no seu caminho… “


SE DESEJAR ler a íntegra do texto, pode fazê-lo acessando o blog do jornalista Etevaldo Dias na internet, no endereço http://blogdoet.blig.ig.com.br/.



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