Aqui, não. Petistas e peemedebistas ensaiam o entendimento. Mas apenas em Brasília

Houve quem pensasse (não sei como, mas houve) ser possível algum tipo de simpatia recíproca entre PT e PMDB de Santa Maria. Aliás, um até chegou a usar, para este (nem sempre) humilde repórter, a palavra “entrosamento”. Então, tá! Acredite quem quiser. A política é dinâmica e pa-ta-ti-pa-ta-tá. E tome bla-bla-bla-blá.

Pois é. O fato é, porém, que PT não consegue sequer entender-se consigo mesmo, tão dividido que está, quanto mais com um adversário tão ferrenho (ultimamente). E o PMDB precisa resolver primeiro suas muitas peleias internas, decorrentes de uma direção historicamente autoritária, quase autocrática, que pode fazê-lo perder (e aliás está perdendo) militantes, antes de pensar numa aliança justamente com o seu principal concorrente pelo poder político local.

Ainda assim, sempre é possível uma convivência. Nesta, e só nesta, eu acredito. Mas não muito. Quer saber mais de como anda o ânimo do pessoal? Leia reportagem de Letícia Rodrigues, publicada na edição deste final de semana de A Razão:

”PT e PMDB juntos em SM?
Peemedebistas garantem que seguem como oposição na cidade, apesar da sigla decidir apoiar o petista Lula

A participação do PMDB no governo do petista Luiz Inácio Lula da Silva, que foi acertada pelo presidente nacional da sigla, Michel Temer, já teve reflexos em Santa Maria. Um deles foi a decisão de um dos quatro vereadores do PMDB, João Carlos Maciel, de deixar o partido. “Apesar do PMDB ser o maior partido do Brasil, hoje ele está trilhando o caminho da desorganização”, diz ele, referindo-se a divisão interna, já que a decisão de apoiar o governo do PT não é unânime dentro da sigla.

A aliança, se transportada para o nível municipal, poderia decretar o enfraquecimento da oposição ao governo de Valdeci Oliveira. Mas essa não é uma possibilidade, conforme o líder da oposição, o peemedebista Cláudio Rosa. “Nem se cogita isso”, afirma. Para ele, a sigla deveria seguir na oposição ao governo Lula. “Os caciques do partido tomaram essa decisão pensando nos cargos e sem consultar a militância”, reclama.

Ele admitiu que, a exemplo do que definiu Maciel, que está avaliando a possibilidade de deixar a sigla, mas disse que antes pretende lutar internamente para mudar essa posição. Uma das formas pode ser montar uma chapa do interior para concorrer na eleição do diretório estadual. “Precisamos mudar essa posição de submissão que está sendo proposta em nível nacional”, desabafa Rosa.

A vereadora Magali Adriano diz que esperava que o partido mantivesse sua postura de oposição ao governo Lula. “Mas o nosso PMDB do Rio Grande do Sul, por enquanto, não faz parte disso. Então, continuamos sendo adversários políticos do PT”, afirma. O vereador Tubias Calil disse que cumpre as determinações partidárias, mas está esperando uma posição do PMDB gaúcho para se manifestar sobre a questão.

O partido da sigla em Santa Maria, Haroldo Pouey, diz que a decisão não foi ainda discutida politicamente e que tanto a cidade quanto o Rio Grande do Sul sempre foram contrários a essa coligação. “Acreditamos que para garantir a…”


SE DESEJAR ler a íntegra da reportagem, pode fazê-lo acessando a página do jornal na internet, no endereço www.arazao.com.br.



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