Coluna Observatório. A seção “Luneta”

Colaborador muito próximo de Paulo Pimenta chama o colunista para um lado, no calçadão, no meio de uma tarde desta semana: “o deputado será candidato a prefeito”, afirmou, peremptoriamente.

Observatório simplesmente não acredita. Mas também não duvida. Afinal, se está falando aqui de política, onde tudo é possível.

Cezare Barrichelo, afirma-se com bastante ênfase em cículos peemedebistas, será candidato a prefeito em Silveira Martins. O que, obviamente, significa que Clemor Balen não concorre à reeleição. Será?

PSDB, como já era previsível (e esta coluna falou a respeito), começa a inflar. Não ainda em Santa Maria, mas já tem vereador virando tucano pela região.

Pessoalmente, o colunista achou os termos da carta do presidente do PMDB, Haroldo Pouey, publicada na quinta-feira, um tanto quanto despropositados em relação ao coronel Sérgio Severo.

Engana-se, porém, quem imagina que o ânimo belicoso de dirigentes peemedebistas se dirige apenas ao ex-coordenador da Fepam. Isso é bom para o PMDB? Bem, quem sabe disso é o PMDB.

A propósito, talvez não seja prudente – como há lideranças do PMDB sugerindo – subestimar o poder de sublevação que se percebe nos derredores da agremiação. Quem adotar esse procedimento pode se surpreender, negativamente.

Afinal, gente, parece que quem saiu da sigla é um joão-ninguém (com todo o respeito aos joões). No entanto, três dos sublevados que se mandaram foram candidatos a vereador. E, somados, chegaram a exatos 2.893 votos.

É pouco? Alguém lembra quantos votos faltaram para Cezar Schirmer, o maior nome do peemedebismo santa-mariense, eleger-se prefeito, em 2004? E deputado federal agora, em 2006?

Ah , os números exatos da votação dos que se foram você encontra no site do TRE. Do trio, Clery Quinhones e Lúcio Flávio Lautenschlager concorreram à vereança em 2004 e Sérgio Severo em 2000.

E o quarto insurgente, que até já havia antecipado sua intenção de se retirar (do partido, não da política) foi nada menos que um ex-presidente municipal do PMDB. No caso, Luiz Celso Giacomini. Ainda assim é pouco? É. Pois é. Há quem ache.



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