Convivência. Ao que tudo indica, Yeda vai para o fim da fila dos chamados para papear com Lul

Nas nossas relações pessoais, ok, nada a opor. Afinal, não convidamos adversários para tomar cafezinho no boteco, quanto mais na nossa própria casa. Mas, na política, a situação é um pouco diferente. Tanto que, por exemplo, Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta terça-feira, que fará convites aos governadores de São Paulo, José Serra, e Minas Gerais, Aécio Neves. Ambos, como se sabe, são do PSDB, que outro dia recebeu uma sova nas urnas, com o opositor de Lula, Geraldo Alckmin.

Afinal, como disse o presidente, que também recebeu, e deverá contar com a adesão formal da maior parte do partido, o PDT, que lhe era contrária no pleito de um mês atrás. E está prestes a formalizar uma coalizão com o PMDB, mesmo que uma meia dúzia (politicamente significativa) de senadores garante que será “independente”.

Diante de tudo isso, o que chama a atenção de nós, gaúchos, é que não há sinal à vista de que a governadora eleita do Rio Grande, a também do PSDB, Yeda Crusius, se for recebida, será bem no fim da fila. Por que, hein? Tenho lá minhas convicções, e a tucana provavelmente também. Agora, pergunto: essa relação, digamos, hostil, interessa a quem? Desconfio que não aos gaúchos. Ou pelo menos não nos beneficia. Daqui a pouco, penso, estaremos chorando. E adiantará algo, se os turrões mantêm suas posições? É. É por aí.

Enquanto refletimos sobre essa situação, que tal ler algo escrito pelo repórter Tiago Pariz, da sucursal de Brasília do G1, o portal de notícias das organizações Globo, sobre adesão pedetista a Lula e o convite deste aos governadores paulista e mineiro? Confira:

”LULA DIZ QUE ‘DIVERGÊNCIA’ ACABOU E REAFIRMA CONVITES A SERRA E AÉCIO
“O mandato da divergência acabou. Agora a gente pode construir um mandato da convergência”, afirmou o presidente

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou o governo de coalizão como “uma experiência nova” e justificou a adesão dos partidos ao próximo governo com base na compreensão de que administrar o país é um trabalho de toda a sociedade.

Ele voltou a afirmar que convidará os tucanos Aécio Neves, reeleito em Minas Gerais, e José Serra, eleito em São Paulo, para a mesa de conversa por serem “amigos antes de tudo”. Segundo ele, não há data para o encontro.

“O mandato da divergência acabou. Agora a gente pode construir um mandato da convergência (…) As pessoas estão se dando conta de que a tarefa de construir o Brasil não é de um partido político, de uma pessoa, mas é de um conjunto de pessoas, que envolve políticos, empresários, trabalhadores, e os partidos representam muitas vezes parte da sociedade”, afirmou Lula após cerimônia no Palácio do Planalto.

Lula voltou a dizer que a montagem da equipe do próximo governo está em segundo plano e que sua meta é formatar até o final do ano o pacote de medidas econômicas para melhorar a eficiência da máquina pública e tentar acelerar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

“Tem muita coisa para fazer. Eu quero preparar tudo até o final do ano. Tenho compromisso de destravar todas as coisas que emperram o funcionamento da máquina pública e estou…”


SE DESEJAR ler a íntegra da notícia, pode fazê-lo acessando a página do “G-l”, o portal de notícias das Organizações Globo, no endereço http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,AA1366887-5601,00.html.



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