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Super-Gerdau. Revista diz que Lula não desistiu de ter o megaempresário gaúcho no governo

Semana passada, o empresário gaúcho Jorge Gerdau Johannpeter divulgou nota em que refuta a idéia de participar do ministério do Presidente Lula, no seu segundo mandato. Houve quem, porém, enxergasse ambigüidades na manifestação. Pode ser. Talvez seja. O certo, no entanto, é que o meio político não cansa de dizer que Gerdau tende mesmo a virar ministro.

Na edição que já está circulando, a revista IstoÉ, por exemplo, em reportagem assinada por Ana Carvalho e Hugo Studart, trata especificamente do assunto. E mais: informa que Lula estaria disposto até a transformar Gerdau em superministro, seduzindo-o com uma série de tarefas especiais.

Mas, quais os objetivos do Presidente com o convite, e a eventual aceitação? E o que poderia, talvez, fazer com que o dirigente máximo (até o final deste ano, quando acontece a sucessão interna) do maior grupo gaúcho e um dos gigantes industriais brasileiros, pudesse aceitar essa incumbência para a qual sempre se mostrou reticente? A reportagem tenta dar as respostas. Consegue? Leia você mesmo e tire a tua conclusão:

Gerdau pela porta da frente
Lula quer fazer de empresário gaúcho um superministro. Sua missão é colocar o País nos trilhos do crescimento econômico

Mais do que ministro, um superministro. Esse é o status que o presidente Lula quer dar a Jorge Gerdau Johannpeter, controlador do quinto maior grupo econômico privado nacional, na Pasta do Desenvolvimento. Lula está disposto a ampliar os poderes de Gerdau para tê-lo no governo. O empresário vai, por exemplo, dividir com o Itamaraty as negociações quando o tema for relações comerciais internacionais. Coisa que nem o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci e tampouco o atual ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan conseguiram.

Lula considera Gerdau o símbolo do empresário moderno e globalizado. E mais do que isso: peça-chave para tratar de crescimento industrial e, conseqüentemente, econômico. O presidente admira o empresário, principalmente, por ele ter sido agressivo no mercado internacional e propositivo junto ao governo. Lula, para mostrar sua intenção de fazê-lo ministro, chegou até a lhe oferecer o Ministério da Fazenda. O presidente avalia que se levar Gerdau para o governo conseguirá arrastar grandes quadros para os primeiros e segundo escalões. Segundo um ministro muito próximo a Lula, Gerdau é dado como certo na Esplanada.

Oficialmente, a assessoria do empresário gaúcho nega suas intenções ao afirmar, em nota, que não está nos planos profissionais ou pessoais do empresário “a aceitação de convites para compor cargos públicos” e que ele “entende que a sua contribuição para o Brasil pode ser mais construtiva por meio da participação em iniciativas e movimentos empresariais, que buscam soluções para os principais desafios do País”. Para amigos, no entanto, Gerdau tem admitido que quer sim ser integrante do segundo governo Lula. Principalmente após Luiz Fernando Furlan, seu amigo, ter dito ao presidente que pretende deixar o cargo.

Gerdau foi picado pela mosca azul há um ano e meio, após estreitar relações com o presidente Lula e credenciar-se como um dos principais interlocutores do governo junto ao empresariado. Até então, Abílio Diniz fazia esse papel. Na última reforma ministerial, o ministro Palocci chegou a sugerir o nome do presidente do Grupo Pão de Açúcar para integrar o Ministério. No início do mandato, Paulo Skaf, presidente da Fiesp, foi quem ocupou esta posição. Skaf tinha audiência privada com Lula, fora da agenda, toda vez que aparecia em Brasilia. Ele perdeu o status após enfrentar Palocci por causa da política industrial e ter dado asas às criticas feitas pelos tucanos à política econômica de seu governo. Com a queda do ministro da Fazenda, Lula passou a ter Gerdau como seu empresário-interlocutor predileto.

Foi em maio de 2005, que Gerdau mostrou que estava preparado para o desafio de trocar a iniciativa privada pela pública. Ele lançou junto com CNI o Mapa Estratégico da Indústria, com uma agenda de reivindicações do setor para o governo e o Congresso. Essa agenda saiu da cabeça de Gerdau. Foi ele quem convocou um pequeno grupo de capitães da indústria para conversar. Disse que havia se cansado de aguardar por ações do governo e que era hora de agir por conta própria. Com o documento em mãos, Gerdau caiu nas graças de Lula e passou a circular com liberdade pelos gabinetes da Esplanada e do Planalto, em nome da indústria, para viabilizar seu projeto. O presidente passou, então, a recebê-lo com deferência. No início, para cooptá-lo como uma âncora junto aos grandes empresários. Depois, começou a gostar das duas idéias. Principalmente do seu jeito de ser. Gerdau é franco, não bajula. Fala na cara o que pensa. Inclusive na de Lula. O que o presidente mais admira é o fato de ele ser um…”


SE DESEJAR ler a íntegra da reportagem, pode fazê-lo acessando a página da revista IstoÉ na internet, no endereço http://www.terra.com.br/cgi-bin/index_frame/istoe/1934/brasil/1934_feliz_aniversario_suzane.htm<.

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