Troféu. O que se faz para presidir a Câmara dos Deputados. E os riscos embutidos na disputa

É verdade que o PT parece estar fazendo um jogo de cena. Ou querendo se cacifar (ou se fazer de difícil) diante de Lula. Aliás, daqui a pouco, você lerá aqui mesmo outra informação a respeito do assunto e do aparente recuo petista na sua disposição de buscar a Presidência da Câmara.

De qualquer forma, a propósito dessa disputa, vale a pena prestar atenção às histórias (que ele tem muitas) do veterano jornalista Ilimar Franco, sobre confrontos recentes em torno do terceiro principal cargo da República. A propósito, e espeficicamente, recomendo a leitura do texto a seguir, e que trata objetivamente dos últimos 12 anos (além dos 4 de Lula, os 8 do Fernando Henrique Cardoso):

”Vou continuar comparando os governos Lula e FH

Sabe porque?


Eu não vou comparar realizações, números e metas! Vou comparar as situações políticas e as diferenças de procedimento para enfrentar os impasses políticos entre os aliados e com a oposição. Erros e acertos do governo FH devem ser comparados com erros e acertos do governo Lula. Meu objetivo não será mostrar quem é melhor ou quem é pior? Mas verificar as diferenças de prática.

As eleições para a presidência da Câmara

O presidente Fernando Henrique Cardoso nunca avalizou qualquer operação política para que o PSDB, em não sendo a maior bancada na Câmara e no Senado, buscasse eleger os presidentes das Casas.

O então deputado Aécio Neves (PSDB-MG) elegeu-se em 2000 no vácuo do afastamento político entre o PSDB e o PFL e a aproximação dos tucanos com o PMDB. Nos últimos dois anos de governo, o presidente Fernando Henrique já não tinha mais tanto controle do processo. Mas todos sabem as sequelas que este gesto tucano provocou, sendo um dos fatores para que o PFL lançasse a candidatura de Roseana Sarney (MA) e não fizesse campanha para o tucano José Serra, nas eleições de 2002.

Chegamos agora ao segundo mandato do presidente Lula. Alguns deputados do PT defendem que o partido lance candidato à presidência da Câmara e o líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), está em campanha. Mas qual era o discurso dos petistas há dois anos, em 2005, quando eles achavam que podiam lançar dois candidatos e levar: “o da defesa do regimento e do costume pelo qual a maior bancada faz o presidente da Casa”.

O que defende o PT agora, dois anos depois daquela derrota: “nós somos a segunda maior bancada mas queremos fazer o presidente da Casa”. As pretenções do PMDB, que conquistou a maior bancada nas urnas, nem são consideradas. Os petistas tratam a questão de uma forma arrogante: “se o PMDB fizer o…”


SE DESEJAR ler a íntegra do artigo, pode fazê-lo acessando a página do jornalista Ilimar Franco na internet, no endereço http://oglobo.globo.com/blogs/ilimar/.



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