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Divisão. Em segundo turno, Chinaglia bate Aldo por uma diferença bem apertada: 18 votos

Se no primeiro turno, faltaram 21 votos para Arlindo Chinaglia, no segundo sobraram 10. Com a diferença de 18 votos, o petista tornou-se presidente da Câmara dos Deputados, derrotando o atual ocupante do cargo, Aldo Rebelo, do PC do B.

 

Chinaglia, que no primeiro turno fizera 236 votos, conquistou 25, muito provavelmente oriundos do PSDB, cujo candidato, Gustavo Fruet, fez 98 na rodada inicial e ficou de fora da final.

 

Ainda há muita análise a ser feita em cima do resultado, especialmente sobre a divisão havida na base do governo, da qual fazem parte, por exemplo, PC do B, PSB e PDT, que apoiavam Aldo Rebelo. Em todo caso, algumas coisas já são possíveis afirmar, a partir da notícia da eleição. Confira como, por exemplo, o site especializado Congresso em Foco explicou o confronto eleitoral desta quinta-feira, na Câmara dos Deputados:

 

“Chinaglia vence eleição na Câmara


Por 261 votos a 243, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) acaba de ser eleito o novo presidente da Câmara. Numa disputa acirrada, decidida em segundo turno, Chinaglia precisou dos votos do PSDB para derrotar o candidato à reeleição, Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Os votos dos tucanos foram fundamentais para a definição, já que o candidato do partido, Gustavo Fruet (PR), surpreendeu muitos dos seus colegas ao conseguir 98 votos no primeiro turno.

Na primeira rodada, Chinaglia e Aldo obtiveram, respectivamente, 236 e 175 votos. Uma nova votação foi chamada logo em seguida, uma vez que nenhum dos candidatos obteve os 257 votos necessários para vencer a disputa em primeiro turno.

Com a saída de Fruet, o líder do PSDB, Antonio Carlos Pannunzzio (SP), liberou a bancada para votar como quisesse. “Não vejo sentido que o PSDB indique voto em qualquer dos candidatos, pois os dois são governo”, disse o tucano.

Apontado como favorito para vencer a disputa pela presidência da Câmara, o médico Arlindo Chinaglia (PT-SP) terá a missão de costurar as cicatrizes provocadas na base aliada durante o processo eleitoral. Antes do início da votação, o deputado fez um discurso prometendo defender seus pares de “ataques injustos”. O pronunciamento soou como música para o baixo clero. 

Apoios inusitados

Conhecido pelo temperamento explosivo, Chinaglia conquistou, ao longo da campanha, a simpatia de antigos desafetos, como o ex-prefeito Paulo Maluf (PP-SP); o deputado Inocêncio Oliveira (PL-PE), com o qual quase foi aos tapas em 2005; e o governador mineiro Aécio Neves (PSDB), que Chinaglia mandou calar a boca em 1998 e hoje aprova discretamente a movimentação de integrantes de sua bancada pessoal em favor do petista.

Apesar do estilo “bateu-levou”, Chinaglia é respeitado até mesmo por lideranças oposicionistas, que encontram no atual líder do governo uma capacidade de diálogo que nem sempre…
”

 

SE DESEJAR ler a íntegra, pode fazê-lo acessando a página do “Congresso em Foco” na internet, no endereço http://congressoemfoco.ig.com.br/Noticia.aspx?id=14433.

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