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Poder. Por que, afinal de contas, brigam tanto partidos e políticos, por posições no governo

O que faz com que dirigentes partidários se joguem de corpo e alma na disputa por ministérios, por exemplo? E/ou por empresas estatais? Ou, na falta delas, por outros cargos que, ao comum dos mortais, sequer dão um troco a mais – como é o caso, para exemplificar, a função de “líder do governo” na Câmara ou no Senado ou no Congresso?

 

Há quem especule que seja pelo Poder em si mesmo. Outros que, na verdade, o que se quer é poder barganhar – no melhor e no pior sentido do termo. A propósito dessa voracidade dos partidos e políticos de uma ou outra maneira vinculados ao Executivo, confira o que escreve o comentarista Ricardo Noblat. Vale a pena. A seguir:

 

“O porquê da disputa por cargos

 

Uma pesquisa feita pela liderança do PSB no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do Tesouro Nacional resume por que os partidos disputam avidamente os cargos de primeiro escalão do governo federal. Além do poder e do espaço político, as legendas estão de olho no orçamento dos ministérios.

 

Pela ordem de investimentos, o Ministério dos Transportes, com R$ 7,1 bilhões para investimentos, é o mais cobiçado. Foi inicialmente objeto de desejo do PMDB, mas tudo indica que deve ficar sob o comando do PR, o antigo PL.

 

Em segundo vem o Ministério da Saúde,com investimentos previstos de R$ 3,7 bilhões. A pasta é fonte de disputa interna do PMDB.

 

Em seguida vem o Ministério das Cidades, com R$ 3,2 bilhões para investimentos em obras de infra-estrutura, como saneamento básico. O ministério é disputado pelo PT e pelo PP. Os petistas querem Marta Suplicy no cargo; o PP quer manter Márcio Fortes, indicado pelo partido, no posto que já ocupa.

 

O Ministério da Integração Nacional, disputado pelo PMDB e pelo PSB, tem R$ 1,7 bilhão para investimentos. O PMDB quer que Gedel Vieira Lima (PMDB-BA) seja o novo ministro. O PSB quer ficar com a pasta, que foi chefiada por Ciro Gomes no primeiro mandato, mas as lideranças do partido já dão sinais de que topam negociar.

 

Lula ficou de resolver todas essas disputas em março. Tem como moeda de troca para partidos que ficarem sem um ministério desejado, as estatais. Só a Petrobrás tem mais de R$ 28 bilhões de investimentos, mais do que todos esses ministérios juntos.”

 

SE DESEJAR ler esta e outras notas de Ricardo Noblat sobre política nacional, clique aqui.

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