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Ainda o debate. Faltou ensaio e emocional não ajudou Lula. Ciro Gomes poderia tê-lo ajudado

As avaliações sobre o confronto entre Lula e Alckmin, domingo, na TV Bandeirantes, passadas algumas horas, começam a coincidir. Há um quase consenso, excluídas as opiniões engajadas de um lado e outro, de que o atual presidente sentiu a agressividade de seu adversário, eventualmente fora do tom de respeito que se exige de quem quer comandar o País.

De outra parte, embora isso pudesse ter beneficiado Alckmin, isso, se ocorreu, notou-se só na primeira parte do confronto. Depois, Lula conseguiu dar boas respostas e até contra-atacar. E, também, isso é praticamente unanimidade, o fato de um ter ido ou não melhor que outro é apenas uma questão para especialistas. Ninguém sabe quem pode ter se saído melhor para quem interessa, o eleitor. Quem sabe, as pesquisas em curso podem ajudar nesse quesito.

De qualquer sorte, é interessante a opinião e a análise de um veterano jornalista político, Etevaldo Dias, para quem Lula foi claramente afetado e prejudicado por seu próprio emocional. E que lhe faltou, igualmente, ensaio para o debate. ET fez até uma sugestão sobre quem poderia ser o “partner” do presidente, na encenação prévia do debate. Confira você mesmo:

”Emocional atrapalhou Lula no debate

Lula foi preparado para responder de pronto a cada uma das questões éticas feitas por Alckmin. Uma equipe de assessores, como apurou este blog, levantou uma radiografia pormenorizada sobre o comportamento que Alckmin teria diante de Lula. A equipe havia avisado que Alckmin usaria o debate principalmente para liquidar a imagem de “picolé de chuchu” e usaria palavras duras, firmes e acusações diretas. E o faria logo no início do debate para impor-se sobre o adversário.

Lula sabia como devia reagir, mas não fez como o ensaiado. Uma forte questão emocional dificulta Lula a tratar questões relativas aos escândalos do seu governo. Ele confidenciou aos seus assessores de campanha que toda vez que se vê diante da necessidade de condenar publicamente seus antigos companheiros se sente mal, inibido e como se estivesse traindo uma amizade.

Lula confessa que não perdoa e guarda mágoas pelo graves erros cometidos por amigos do velho PT quando se viram no Poder. Mas não se sente à vontade para dizer em público o que sente na intimidade. É mais ou menos como um amigo que pode falar mal de outro amigo, mas jamais pode deixar que o inimigo o faça.

Neste rol entram pessoas como Palocci, Zé Dirceu, Gushiken, Berzoini, Lorenzetti e outros tantos que o ajudaram a chegar ao poder. Lula sabe que deveria ser mais claro, direto e objetivo no trato dos desmandos cometidos. Mas quando colocado de frente à questão em público, tenta sair pela tangente, enrola e atenua. O resultado é que não convence ninguém e acaba se comprometendo.

Outro problema que levou Lula a ter desempenho mediano no confronto com Alckmin, foi a falta de treinamento. Lula não quis participar de simulações de debate, gravadas e com alguém interpretando o papel do adversário. Alckmin seguiu direitinho o treinamento realizado durante uma semana.

Lula poderia ter treinado com Ciro Gomes, por exemplo, político experiente e bom de combate verbal, para se preparar para dar respostas mais duras ao adversário. Mas não o fez. Preferiu confiar no próprio taco e se deu mal.

Os próximos debates prometem ser mais interessantes. Como na arte do boxe, a luta de ontem (domingo) serviu para os…”


SE DESEJAR ler a íntegra do texto, pode fazê-lo acessando o blog do jornalista Etevaldo Dias na internet, no endereço http://blogdoet.blig.ig.com.br/.

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