Operação Rodin (23). Federais ampliam investigação. Ex-reitor deve ser convocado para depor
Dos 13 presos pela Polícia Federal na última terça-feira, até o momento em que escrevo este texto, sete permanecem na carceragem da superintendência da corporação, em Porto Alegre. Eram oito na sexta-feira, quando pouco antes da meia noite a Justiça Federal (em decisão que você conheceu aqui no exato momento em que era decretada) prorrogou por cinco dias a prisão provisória. Um deles, Rubem Hoher, foi libertado ainda no sábado, depois de ser ouvido mais uma vez.
Agora, porém, o que se está fazendo, no âmbito da Polícia Federal, é alargar a investigação. Ou, se preferir, detalhar cada ponto, a partir dos depoimentos dos detidos. Alguns deles foram ouvidos já mais de uma vez. Outros ainda esperam para ser confrontados com novas informações, a partir inclusive, consta, da delação premiada aceita por dois dos presos. E só então serão liberados.
Há, ainda, a possibilidade de que algumas prisões preventivas sejam decretadas. Tanto para os que estão na PF, como para outros, por enquanto ainda livres. E Flávio Vaz Netto, presidente exonerado do Detran, deverá ser chamado outra vez para depor – ele que foi o primeiro liberado, ainda na noite da última terça-feira. É o que declararam ao portal Zero Hora.Com os delegados federais Ildo Gasparetto e Gustavo Schneider.
A novidade, nesta altura, é que o ex-reitor da UFSM à época da assinatura do contrato entre Detran e Fatec, vinculada à instituição educacional, Paulo Sarkis, também deverá ser convocado a depor. O que só faz espalhar o constrangimento sobre toda a Universidade.
De qualquer forma, até quarta-feira, com certeza, haverá novas informações. É a data em que encerra a agora improrrogável prisão provisória dos que ainda estiverem sendo ouvidos pelos federais. Das duas uma: são liberados. Ou continuam presos – agora, porém, preventivamente e sem data para a liberdade.
Relembrando, simplificadamente, a fraude teria ocorrido a partir da contratação, pelo Detran, da Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência (Fatec), que subcontratou parte significativa do serviço de realização de provas para carteira de habilitação a várias empresas, o que se constitui em ilegalidade. O rombo, segundo todos os indícios, passa de R$ 40 milhões. Só em propinas, conforme dados do Ministério Público Federal, seriam cerca de R$ 500 mil mensais.
SUGESTÕES DE LEITURA – confira aqui a reportagem Polícia Federal libera mais um preso envolvido na fraude do Detran, publicada por ZH.Com.
Leia também a notícia Ex-reitor da UFSM deve ser convocado a depor, divulgada pela ZH.Com.





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