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Falta voto. Só por isso o governo não deixa votar, ainda, a prorrogação da CPMF no Senado

A única realidade é exatamente essa: o governo não tem garantia alguma de que disponha dos 49 votos necessários para aprovar a prorrogação da CPMF até 2011. E por isso, só por isso, trabalha para que a votação aconteça apenas no meio da próxima semana, e não nesta quinta, como se supunha.

 

As contas são as mais diversas. Mas há confiabilidade numa: a base aliada está desfalcada de alguns apoios importantes (afinal, são 53 os senadores de partidos governistas), o que faz com que as contas indiquem, por enquanto, algo como 46 ou 47 votos. Faltam, portanto, dois ou três, conforme o avaliador.

 

Os governadores querem a CPMF, mas os senadores, ou parte deles, não. Então, o jeito é cabular votos até encontra-los – parece ser a atividade preferencial, senão única, dos governistas, até semana que vem. Isso vale para parlamentares, mas também para ministros – especialmente José Temporão, da Saúde, e Guido Mantega, da Fazenda -, e para o próprio Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que joga com os governadores, todos favoráveis ao tributo porque pegam uma beiradinha nada pequena e a utilizam na Saúde.

 

De qualquer forma, para o bem ou para o mal, não pode passar da próxima semana a votação em primeiro turno. Do contrário, não haverá tempo para o obrigatório segundo antes do recesso, que inicia dia 20. Aí, bem, aí fica tudo para 2008. E, na melhor das hipóteses, para o governo, se aprovado, vigorará apenas 90 dias depois. E perderá uma arrecadação de algo como R$ 10 bilhões, se o tributo for cobrado a partir de abril.

 

OPINIÃO CLAUDEMIRIANA: se você ainda não percebeu, digo agora. Sou favorável à CPMF. Mais que isso, acho que deveria ser um percentual maior – desde que, como contrapartida, diminuísse o valor pago pelo Cofins, um imposto que me impede, por exemplo, de gerar emprego. E também quero que acabe o imposto sindical e a contribuição para o sistema S, que em nada contribui para a Nação.  Sem falar que, ao contrário de Cofins e outrosw, a CPMF é insonegável. Isto é, toooodos pagam. E não apenas os assalariados.

 

SUGESTÕES DE LEITURAconfira aqui a reportagem “CPMF: governistas anunciam votação para terça-feira”, de Edson Sardinha, no Congresso em Foco.

Leia também a reportagem “Planalto faz contas, teme derrota e decide adiar votação da CPMF”, de João Domingos, Marcelo de Moraes, Lu Aiko e Adriana Fernandes, n’O Estado de São Paulo.

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