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Gabinete da crise (2). Taí algo que gostaria de saber: onde estão Simon e Zambiasi nessa hora

O prognóstico claudemiriano você já conhece, para os próximos tempos do Governo de Yeda Crusius. Nada de novo aconteceu entre o final de semana e hoje que me permitisse mudar de opinião. Como escrevi na segunda-feira, quem vai comandar politicamente a administração, junto com o minoritário PSDB, é o PMDB, que se tornará o principal aliado da governadora (releia aqui a nota em que faço essa previsão, com todas as letras).

 

No entanto, me faltam elementos para uma avaliação mais próxima dos líderes dos partidos aliados. E isso quem tem, por exemplo, é Políbio Braga – alguém com quem (ele não me conhece, nem perde o sono por isso, certamente) divirjo ideologicamente mas não nego a possibilidade epidérmica de avaliação mais aprimorada. Por isso, por exemplo, reproduzo o texto abaixo. A nota esclarece outra coisa que me intriga muito: onde estão as principais lideranças dos partidos mais próximos à governadora? Confira:

 

“Saiba o que significa a saída de Jair Soares do Grupo de Transição

 

Foi inesperada a renúncia do ex-governador Jair Soares do chamado grupo de transição montado por Yeda Crusius. O PP, junto com o PMDB e o PTB, são as vigas mestras de apoio do governo tucano na Assembléia. O grupo, agora menos representativo ainda, foi encarregado da avaliação daquilo que Yeda já chama de refundação do seu governo. O tempo urge, o tempo passa, e Yeda não se move. O governo governa com interinos.

. Não há mais ninguém investido de poder e de credibilidade no Piratini, para blindar a governadora. Começa e acaba tudo nela. Nas sucessivas entrevistas que concede, a governadora dá mostras de que perdeu o eixo e o empuxe.

. A agravar o cenário do lado do governo, estão o silêncio sepulcral de Pedro Simon, do PMDB, e Sérgio Zambiasi, do PTB. Quando a dupla cala, é porque o cenário continua turvo e movediço. Simon e Zambiasi só costumam falar quando o muro já se moveu. O PP, o outro grande Partido da base, está fora do jogo, porque muitos dos seus líderes foram abatidos na Operação Rodin e na CPI do Detran e não conseguem nem falar.”

 

 

SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui, se desejar, outras notas publicadas pelo jornalista Políbio Braga.

 

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