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Alianças inusitadas. Nas comunas, partidos não dão a mínima para as ‘orientações’ nacionais

Noticiei no sábado, na coluna Observatório, que publico no jornal A Razão e reproduzi aqui  na manhã do mesmo dia, que as alianças formadas em Santa Maria não se reproduzem, necessariamente, em Itaara, a 15 quilômetros da boca do monte. No aprazível município serrano, por exemplo, o PT (e seus aliados santa-marienses) apóia a candidatura do PP. Mas, creia, essa é quase regra geral no País inteiro.

 

Os eventuais interesses dos partidos, em nível nacional, não combinam com as vontades comunais. E não apenas nas capitais, supostamente mais suscetíveis aos temas emanados por Brasília. Tome-se o exemplo, entre outros, de Resende, no sul do Rio de Janeiro. Lá, o DEM, provavelmente o maior e mais esganiçado adversário do petismo, apresenta um candidato a prefeito que tem como vice um nome do PT – que está lépido e fagueiro ao lado dos demos.

 

Antes de liminarmente condenar, é preciso avaliar melhor tudo isso, num tempo em que ideologia parece não ter tanta importância assim. Especialmente num pleito municipal, em que estadualizar ou federalizar uma campanha pode, simplesmente, ser um tiro n’água. Ou você acha que Itaara e Resende são muito diferentes de outras comunas brasileiras?

 

A propósito dessas alianças “diferentes”, e completamente desemparelhadas dos ditames das direções nacionais das siglas, confira reportagem publicada nesta segunda-feira, n’O Estado de São Paulo. O texto é assinado por Marcelo de Moraes. Acompanhe:

 

“Interesse regional cria uniões inusitadas

As alianças firmadas entre os partidos para as eleições municipais mostram que a afinidade política e a convergência de programas ficaram em segundo plano. Na prática, sobram exemplos de adversários no plano nacional que se coligaram em várias capitais, priorizando interesses regionais.

A elasticidade dessas alianças não exclui nenhum partido. Em Aracaju, o prefeito Edvaldo Nogueira, do PC do B, tenta a reeleição com o apoio de PSDB e PT, rivais no cenário nacional.

Em São Paulo, DEM e PSDB – os dois maiores partidos de oposição ao governo Luiz Inácio Lula da Silva – não conseguiram manter a aliança histórica que os unia. Da parte do DEM, o prefeito Gilberto Kassab tentará a reeleição com o PMDB de Orestes Quércia. Nacionalmente, os peemedebistas são aliados de Lula.

Por outro lado, os tucanos lançaram Geraldo Alckmin para tentar derrotar Kassab e buscaram um vice do PTB, também aliado de Lula. Em Curitiba, o cenário é parecido: o tucano Beto Richa luta pela reeleição tendo como vice Luciano Ducci, do PSB, alinhado ao Planalto.

Alguns acordos reúnem na mesma chapa partidos completamente opostos. Em Resende (RJ), o DEM lançará chapa com José Rechuan para prefeito e, na vice, o petista João Alberto Stagi. A chapa, que reúne ainda PSDB e PC do B, entre outros, acabou se tornando tão…”

 

SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui a íntegra da reportagem “Interesse regional cria uniões inusitadas”, de Marcelo de Moraes, n’O Estado de São Paulo.

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