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Custo de campanha. Com R$ 1,8 milhão declarado, partidos devem apostar tudo no rádio e na TV

A legislação permite ajustes, ao longo da campanha eleitoral. No entanto, se isso não acontecer, é certo que as candidaturas a prefeito em Santa Maria, todas elas, apostarão todas as suas fichas no horário eleitoral gratuito na mídia eletrônica. É a dedução óbvia, a partir da previsão de gastos que o trio de concorrentes ao lugar de Valdeci Oliveira, fez à Justiça Eleitoral, no momento do registro das chapas.

 

Afinal, como me contou fonte pra lá de confiável, os dois principais candidatos estimam em pelo menos R$ 600 mil o custo de produção, redação, finalização e pagamento dos profissionais envolvidos nos programas no rádio e na televisão.

 

Ora, se esse número é verdadeiro – e acredito que seja – sobrará pouco para tudo o mais que exige uma campanha: santinhos, muros, anúncios em jornal, combustível, cabos eleitorais, funcionários, etc, etc, etc e muitos outros etc. Quer dizer: para cumprir o prometido, as três coligações terão que obter muita coisa gratuita, especialmente a militância. Ou terão que rever essa previsão logo, logo.

 

A coligação “Juntos por uma Santa Maria Melhor”, ao registrar Cezar Schirmer e José Farret, previu um gasto de R$ 800 mil. A maior parte sairá de doações a ser obtidas pelo PMDB (R$ 400 mil) e PP (R$ 200 mil). O restante será responsabilidade das demais agremiações aliadas: DEM, PPS, PSDB, PTN e PV.

 

A aliança “Santa Maria não pode parar – Frente Popular Trabalhista” será quase totalmente bancada pelo cabeça da chapa, o PT. Dos 880 mil previstos quando do registro dos nomes de Paulo Pimenta e Ovídio Mayer, R$ 800 mil virão de doações conseguidas pelo PT. E o restante será obtido pelo condomínio de coligados: PTB, PMN, PSC, PHS, PSB, PR, PTC, PDT, PC do B E PRB. Os menores deles contribuirão com apenas R$ 1 mil.

 

Por fim, a Frente de Esquerda. A aliança composta por PSOL, PCB e PSTU, que registrou a chapa Sandra Feltrin e Lílian Vinadé, declarou pretender gastar R$ 90 mil, na disputa majoritária. Quase tudo (R$ 80 mil sairá por obra e graça dos doadores do PSOL). Quer dizer, só com muita boa vontade, para não dizer trabalho gratuito, para fazer o programa de rádio e TV, por menor que seja o tempo disponível em áudio e vídeo.

 

EM TEMPO: os recursos a serem dispendidos em mídia eletrônica deixam bastante claro que, até meados de agosto, mais exatamente dia 19, quando começa o comício por rádio e tv, o proselitismo será feito com parcos recursos. É o que se pode deduzir. Ou não?

 

 

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