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Eleições 2008. Alguns partidos, como o DEM por exemplo, jogam em outubro a sua sobrevivência

Há quem diga haver espaço para seis partidos fortes no Brasil, cobrindo o que antigamente se chamava o espectro da extrema esquerda à extrema direita. Ou, como preferem alguns, do mais progressista ao mais conservador. As demais agremiações poderiam, claro, sobreviver, mas em nichos específicos e bastante limitados no jogo de poder.

 

A propósito dessa discussão, é interessante observar o que está acontecendo, por exemplo, com o Democratas, sucedâneo do falecido Partido da Frente Liberal. Confira nota publicada na versão online da seção “Radar”, da ex-revista Veja. E, lá embaixo, o meu comentário. A seguir:

 

“Risco de extinção

O DEM, que em 2006 só conseguiu emplacar um governador, ficou muito mal nas pesquisas divulgadas este fim de semana nas duas capitais em que aposta todas suas fichas para se manter relevante no cenário nacional: Rio de Janeiro e São Paulo. Em São Paulo, Gilberto Kassab ficou com 10% das intenções, a mais de 20 pontos de distância de Alckmin e Marta Suplicy. No Rio, a candidata do prefeito Cesar Maia, Solange Amaral, ficou em quinto lugar, com 5% das intenções. Difícil é saber qual situação é mais complicada…”

 

COMENTÁRIO CLAUDEMIRIANO. Antes de mais nada, devo dizer que concordo com a tese. Entendo que há espaço para seis grandes partidos nacionais. Mas partiiiidos e não siglas confederadas, em que predomina aqui ou acolá interesses meramente regionais. E penso que o DEM, apesar da estúpida troca de nome (PFL é muito mais significativo, digo desde sempre), tem lugar como representante do conservadorismo. O que é legítimo e desejável que se expresse na sociedade.

 

O problema, então, qual é? Ora, as teses do DEM, que beiram o histrionismo sem sentido, e não em propostas concretas para a sociedade. Assim, tirante ACM Neto, herdeiro de um jeito atrasado de fazer política, e que ainda consegue sobreviver na Bahia (mesmo que não vença o pleito de outubro), a tendência é mesmo o demismo desmilinguir. O que é ruim para a política. Mas a culpa é toda de sua liderança – mais jovem na idade, mas tão antiga quanto suas ex-lideranças.

 

EM TEMPO: a expressão maior do PFL (e agora do DEM) sempre foi no Nordeste, com ilhas no Sudeste. No Sul, especialmente no Rio Grande, os pefelistas, agora demistas, sempre tiveram muita dificuldade para se impor eleitoralmente. Menos por suas eventuais qualidades, mais pela dicotomia própria da gauchada. Mas talvez aqui também fosse possível um crescimento maior. Cabe aos seus líderes tentar descobrir por que isso não ocorre.

 

SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui, se desejar, também outras notas, inclusive sobre a questão do DEM, publicadas por Lauro Jardim, na versão online da seção “Radar”, da ex-revista Veja.

 

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