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Observatório. Num arquivo único, confira agora a íntegra da coluna deste sábado, 12 de julho

“MATERIAL DE CAMPANHA AINDA NO FORNO’

 

PODE ANOTAR: já está saindo do forno (aliás, das gráficas e outros fornecedores) amplo material para as campanhas à Prefeitura de Santa Maria. E logo, logo a cidade terá, enfim, cara de disputa eleitoral.

 

                       

“BEM, QG JÁ NÃO FALTA AOS CANDIDATOS”

 

Uma semana depois de registradas as candidaturas, os militantes de Cezar Schirmer (Juntos por uma Santa Maria melhor) e Paulo Pimenta (Santa Maria não pode parar – Frente Popular Trabalhista) já têm seus pontos de encontro. O petista abre às 10 h deste sábado o Comitê na rua Riachuelo, 106. À tarde, às 15h, será a vez de o peemedebista abrir as portas do seu, na esquina da avenida Presidente Vargas com a rua Conde de Porto Alegre.

 

Tanto numa quanto noutra, a abertura merecerá a devida solenidade, com a presença de apoiadores de peso. Schirmer, inclusive, pretende trazer prefeitos da região, além dos candidatos à vereança do condomínio partidário que o chancela. Aliás, os pretendentes ao edilato pela aliança de Pimenta também deverão prestigiá-lo.

 

Com os quartéis generais montados, há ainda em elaboração uma festa de lançamento, ainda sem previsão no caso dos schirmistas. Pimenta faria a sua na noite desta sexta-feira, no Ginásio da Medianeira.

 

 

“UMA QUEIXA QUE CHEGA DA SERRA”

 

Semana passada, a coluna publicou a nota “Subindo a serra”, sobre a conjuntura político-eleitoral de Itaara. Destacou as chapas lideradas por Rony Carnieletto, do PP, com a parceria de Jairo Rosa, do PDT, e de Eduardo Rosa, do PMDB, com Nilo Nunes Martins, do PSDB, como vice. Na mesmo texto ressalvou que o PDT do aprazível município serrano, tal qual seu congênere da boca do monte, estava dividido.

 

Pra quê?!! O presidente da sigla, em Itaara, Nelson Pascotto, enviou e-mail contestando Observatório. Mais, afirmou, textualmente: “pelo contrário, compomos a chapa majoritária com a indicação do nosso companheiro Jairo Salles da Rosa para vice e possuímos uma nominata de candidatos a vereadores das mais respeitadas, portanto, não procede a informação veiculada”.

 

Respeitosamente, a coluna registra a manifestação de Pascotto. Mas mantém a sua. E que os leitores itaarenses façam a sua própria interpretação.

 

 

“VICENTE BISOGNO SE MANDA, MESMO”

 

Confirma-se o que o leitor de Observatório sabe desde 7 de junho. Vicente Bisogno, ex-vereador, ex-candidato a deputado e ex-candidato a vice-prefeito, sempre pelo PDT, deixa o partido e a política. Jantar com seus amigos marcado para esta quarta-feira, dia 15, vai sacramentar. Ah, só para relembrar, confira o que a coluna registrava há 35 dias:

 

“Vicente Paulo Bisogno vai se mandar mesmo. Não apenas no PDT, mas da própria política partidária. O que exclui sua entrada em outra agremiação. É perda grande, cá entre nós.”

 

 

 

“CAI, E NÃO É POUCO, O NÚMERO DE CONCORRENTES LIGADOS À COMUNICAÇÃO”

 

A seção “Não custa lembrar”

 

Em 12 de maio de 2007:

 

“Olha eles aí – Enquanto uns desistem, caso específico de Itaúba Siqueira de Souza, que tem reiterado a posição de não mais disputar vaga na Câmara, outros se assanham. A quantidade de comunicadores que devem concorrer em 2008 não será menor do que uma dezena. Entre os reincidentes (inclusive ex-edis) e novatos – que tendem, como tem sido a norma, a quebrar a cara. Porém, como diz o ditado, mais vale um gosto do que três vinténs.

Ah, para não dizer que não se citam nomes, Luciano Zanini Guerra (Guarathan) deve ser o puxador da fila dos debutantes. E há quem diga que com boa chance. A conferir.”

 

Hoje:

 

Passados exatos 14 meses da publicação da nota acima, muita coisa aconteceu no, digamos, “mercado político-comunicativo”. Houve uma inusitada retração e, a rigor, só confirmaram presença na disputa os que se testaram antes nas urnas. Não há, salvo engano, nenhum novato. E alguns veteranos estão fora. Paulo Sidinei e Clédio Calegaro, por exemplo, refluíram em sua idéia de concorrer. Vicente Bisogno se mandou até da política, chateado com os forrobodós pedetistas. Ah, e Luciano Zanini Guerra, enfim, desistiu.  Só seguem na luta, meeeesmo, os que já estavam nela. Inclusive os que tentam a reeleição.

 

 

                       

“O GRANDE TEMOR DOS ARRECADADORES. VAI FALTAR DINHEIRO PARA A CAMPANHA”

 

 

A seção “Luneta”

 

Virou um filme de terror. Arrecadadores do troco para fazer a campanha eleitoral estão, para dizer o mínimo, bastante desanimados.

 

Um dirigente de partido da chapa Juntos por uma Santa Maria Melhor, em conversa com o colunista, simplesmente duvidou da possibilidade de chegar aos R$ 800 mil previstos.

 

Mais: entende que a disposição dos habituais doadores longe está de ser a mesma de pleitos passados. Inclusive porque são sempre os mesmos.

 

Aliás, o discurso é exatamente o mesmo feito a Observatório – sem que lhe fosse perguntado – por um articulador da aliança “Santa Maria não pode parar/Frente Popular Trabalhista” – que previu R$ 880 mil de gastos.

 

A ser concretizado o prognóstico, e nenhum dos dois principais grupos que disputam o pleito, conseguir arrecadar o necessário, só há duas alternativas visíveis.

 

Uma é refazer o orçamento, conforme o andar da carruagem. Outra é os candidatos bancarem parte dos custos e recorrer aos diretórios nacionais e estaduais dos partidos.

 

Há, claro, sempre uma terceira alternativa: ficar devendo. Se encontrarem, nesses novos tempos de política, quem queira vender serviço fiado.

 

Candidaturas a vereador, e nesta segunda-feira é possível que se conheça o número definitivo, não deverão mesmo ultrapassar as 115.

 

E o que aparentemente pode ser considerado uma vantagem – a concorrência menor – traz um componente aterrador, para uns e outros.

 

Para se eleger, o candidato de um partido chamado de ponta terá que fazer 3 mil votos. E ainda assim talvez seja insuficiente.

 

Quanto às coligações das siglas com menos militantes, o problema é outro. É possível que um número de votos menor garanta o quociente eleitoral, estimado em 10 mil. Em resumo: cada qual com seu problema. E nenhum deles é exatamente pequeno.

 

Está acontecendo com o PDT o pior dos mundos, para uma sigla partidária. A confusão foi tanta que, neste momento, a comunidade política já pensa em simplesmente viver sem ele. Largou-o de mão, no popular.

 

Você também pode encontrar este colunista diariamente às 7h45, e ao meio dia, na rádio Antena 1; e a qualquer momento no site www.claudemirpereira.com.br.

 

 

 

“ECONOMIA SOLIDÁRIA FAZ MORADA EM SM”

 

 

15ª Feira Estadual do Cooperativismo e a 4ª Feira da Economia Solidária são um acontecimento que, com os vários eventos paralelos, transformam a cidade. E seus organizadores merecem, afinal de contas, os devidos aplausos. Afinal, todos ganham, inclusive com a movimentação de, estimadas, 150 mil pessoas que devem passar pelo Centro de Referência Dom Ivo Lorscheister.

 

São aguardadas, e algumas já estão na cidade desde o meio da semana, várias lideranças de um setor que tem recebido justificado apoio público para suas realizações. Se fosse dado o direito ao colunista de oferecer uma dica: vale a pena dar uma chegada no local, que fica ao sul da Basílica da Medianeira.

 

 

“TODAS AS FICHAS NA MÍDIA ELETRÔNICA”

 

 

Para conquistar o voto,

a aposta quase total no

proselitismo eletrônico

 

Não fosse o enrosco do PDT, que agora se encontra na esfera judicial, e é bastante provável que já fosse conhecido o total de tempo disponível a cada candidatura à sucessão de Valdeci Oliveira. Para onde vai o espaço pedetista, é a dúvida.

 

Não obstante essa questão que, mais que política, agora virou formal, já se pode antecipar como se dará a estratégia de comunicação dos candidatos. Pelo menos dos dois mais fortões deles. E isso é possível a partir da previsão de gastos da campanha, registrada na Justiça junto com as chapas.

 

Como A Razão antecipou ainda na última terça-feira, a aliança “Juntos por uma Santa Maria melhor”, de Cezar Schirmer, pretende gastar R$ 800 mil. E a “Santa Maria não pode parar”, de Paulo Pimenta, R$ 880 mil. Enquanto isso, a Frente de Esquerda, de Sandra Feltrin, propõe-se a custear a campanha com R$ 90 mil.

 

Ora, assim fica fácil antecipar a estratégia. Como a coluna registrou semana passada, uma importante liderança de um dos maiores condomínios estimava em R$ 600 mil o valor a ser dispendido na espaço gratuito no rádio e na televisão. Isso inclui desde a produção até o pagamento de colaboradores contratados, afora a remuneração da agência de propaganda.

 

Como não há razão alguma para duvidar desta fonte, a aritmética indica que sobrará qualquer coisa como R$ 200 mil para tudo o mais. Isto é, 75% dos recursos irão para a mídia eletrônica. E é ali que se ganhará, e perderá, a eleição.

 

Em tempo: o proselitismo via rádio e televisão inicia em 19 de agosto. Portanto, há tempo bastante razoável para rever qualquer coisa. Inclusive a previsão de gastos, que pode ser readequada junto à Justiça.

 

 

 

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