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Promessa. Proposta de reforma tributária pronta quarta. Mas que ninguém espere menos imposto

Refugiado em um hotel, o deputado Sandro Mabel (foto), de Goiás, finaliza a proposta de reforma tributária – aquela pela qual, por exemplo, o ex-governador Germano Rigotto se dispõe a viajar pelo país inteiro em defesa – a ser apresentada à Câmara. A idéia é que o trabalho seja concluído até esta quarta-feira.

 

Ok, ok, ok. A crise ianque, com suas conseqüências locais, pode acelerar a apreciação do projeto. Mas é prudente que ninguém alimente esperança de redução de impostos. Para não ser completamente desesperançoso (será que existe esta palavra???), nos contentemos se a proposta contemplar, pelo menos, a diminuição deles, facilitando inclusive o pagamento para mais gente.

 

Até mesmo a idéia de tributar mais quem ganha mais parece algo distante de uma aprovação, pelos congressistas. Em todo caso, vamos ver o que diz o próprio Mabel, em reportagem publicada pelo sítio especializado Congresso em Foco. O texto é de Erich Decat. A foto é de José Cruz, da Agência Brasil. A seguir:

 

 

Reforma tributária em subsolo cinco estrelas

Relator promove reuniões em hotel, para evitar assédio de colegas, e promete apresentar na quarta sua proposta a comissão

Incomodado com a pressão dos colegas, o relator do projeto da reforma tributária (PEC 233/08), deputado Sandro Mabel (PR-GO), adotou nova estratégia para fechar com “tranqüilidade” os últimos detalhes da proposta que, diante da crise financeira mundial, tornou-se uma das prioridades do Planalto neste segundo semestre.

Longe do Congresso, Mabel se reúne desde o fim do recesso parlamentar numa sala localizada no subsolo de um hotel cinco estrelas de Brasília, onde mantém encontros fechados, todas as terças e quartas-feiras, com técnicos da Câmara e do Ministério da Fazenda e empresários, como o dono do grupo Gerdau, George Gerdau, entre outras personalidades.

“Por que aqui no hotel? Porque é um lugar em que eu fico até as 3h da manhã. Aqui tem toda a equipe de advogados, técnicos, uma séries de coisas. Na Câmara, você tem uma demanda que não pára. Se eu ficar ali, à vontade para todo mundo entrar na sala e dar um palpite, a gente não fecha a reforma”, justificou Mabel…”

 

SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui a íntegra da reportagem “Reforma tributária em subsolo cinco estrelas”, de Erich Decat, no sítio especializado Congresso em Foco.

 

 

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