Chantagem (im)pura. PMDB jura que amolece na CPI da Petrobrás. Desde que tenha vantagens
Como se sabe, está em vias de ser instalada, no Senado, uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Sugerida pelo condomínio oposicionista, liderado por PSDB e DEM, quer investigar os negócios da Petrobrás, um verdadeiro patrimônio nacional. Tenho lá minhas dúvidas sobre a necessidade dessa CPI (como tenho em relação à que pode ser criada no Rio Grande do Sul para tratar de acusações de corrupção no governo do Estado).
De algo, porém, tenho absoluta certeza: no caso da Petrobrás, certa ou errada a oposição, foi um furo nágua: está dando uma grande chance de unificação dos chamados movimentos sociais, dando um caráter de lesa-Pátria ao que seria uma investigação contra o Brasil, nesse caso personificado pela petrolífera. Certo? Não sei. Mas é isso que ocorrerá.
No entanto, enquanto essa situação não se consolida, o PMDB – aqueeeele – tenta se impor, de um jeito que lhe é muito peculiar. Os detalhes da óbvia chantagem você encontra na reportagem assinada por Valdo Cruz e Fernanda Odilla, publicada na Folha de São Paulo. Confira:
PMDB propõe ajudar governo em CPI em troca de aliança eleitoral
Em troca da defesa do governo na CPI da Petrobras, o PMDB vai pedir ao presidente Lula que pressione seu partido a fechar um acordo em torno das disputas pelo comando dos Estados no próximo ano.
Os peemedebistas querem definir, desde já, que nos Estados mais estratégicos o candidato de uma aliança entre PMDB e PT seja aquele que estiver mais bem posicionado nas pesquisas de intenção de voto. A aliança passaria pelo apoio ao candidato de Lula à Presidência – no momento, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
Um auxiliar de Lula disse à Folha que, se o acordo envolver a garantia de apoio peemedebista a Dilma, há espaço para negociação. Mas não nos termos já propostos pelo PMDB.
O PT não quer definir agora os nomes nos Estados. Prefere fazê-lo apenas em 2010. Parte da cúpula, contudo, não aceita acordos em alguns Estados, como Minas Gerais -um dos reivindicados pelos aliados. Em Minas, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, do PMDB, lidera as pesquisas. Só que o PT mineiro tem dois candidatos, o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e o ex-prefeito Fernando Pimentel. Há dificuldades ainda na Bahia, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, por exemplo. O…
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