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Dois já foram. Depois de Cássio e Lago, outros seis governadores podem ir pra casa mais cedo

A repórter Eugênia Lopes, d’O Estado de São Paulo, detalha com muita qualidade as 36 horas de “resistência” do governador Jackson Lago (foto), do PDT do Maranhão, que teve (junto com seu vice, )cassado o mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral. Mas o fato é que ele dançou, para usar uma linguagem popular e, em seu lugar, assume a segunda colocada no pleito de 2006, Roseana Sarney, do PMDB.

 

Lago foi o segundo Chefe de Executivo estadual afastado por decisão judicial e, quase sempre, pelo mesmo motivo: compra de votos. Antes, fora Cássio Cunha Lima, do PSDB da Paraíba. Além deles, mais meia dúzia de governantes corre sério risco de ir pra casa mais cedo. Metade ainda neste semestre. Um deles aqui pertinho, o peemedebista Luiz Henrique, de Santa Catarina. Os detalhes você encontra em reportagem de Mariângela Galluci, também na versão online d’O Estadão. A foto é de Fabio Rodrigues Pozzebom, da Agência Brasil. A seguir:

 

“Seis governadores ainda têm mandato questionado na Justiça

 

Depois de cassar o mandato dos governadores do Maranhão, Jackson Lago (PDT), e da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prepara-se para julgar, até o final de junho, os governadores de Tocantins, Santa Catarina e Sergipe.

 

Em 17 de fevereiro, o TSE havia rejeitado os recursos de Cássio Cunha e confirmado a cassação do mandato do chefe do Executivo paraibano e de seu vice, José Lacerda Neto (DEM). O governo foi assumido pelo ex-senador José Maranhão (PMDB), segundo colocado na eleição de 2006.

 

No caso de Tocantins, o governador Marcelo Miranda (PMDB) e seu vice, Paulo Sidnei Antunes (PPS), que foram eleitos no primeiro turno, são acusados de abuso de poder econômico, compra de votos e conduta vedada a agente público durante a eleição de 2006.

 

Em parecer enviado recentemente ao TSE, o vice-procurador geral eleitoral, Francisco Xavier, pediu que o tribunal casse Miranda e Antunes, e determine a realização de novas eleições para escolha do governador. Na opinião de Xavier, Miranda não poderia participar da eventual nova eleição. 

 

O subprocurador sustenta que Miranda usou um programa social do Estado, sem a devida autorização legislativa nem previsão orçamentária, para distribuir aos eleitores brindes, prêmios, casas, óculos e cestas básicas. Segundo Xavier, houve…”

 

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