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Eleições 2010.Líder do PMDB garante apoio a Dilma. Quer compensação do PT, mas não fala no RS

Muita água haverá de rolar sob a ponte, antes que se defina a situação do PMDB em relação ao pleito presidencial de 2010. Pode dar qualquer coisa, exceto candidatura própria – que esta nem em sonhos acontecerá. Aliás, surgem, altaneiras, duas possibilidades concretas: apoiar a candidata de Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, ou a oposição, que será representada por um tucano, provavelmente José Serra ou remotamente Aécio Neves.

 

Dito isto, é muito interessante a entrevista concedida pelo líder peemedebista na Câmara dos Deputados, a Tales Faria, editor chefe do Jornal do Brasil. Aliás, Henrique Alves (foto) “sobrevive” no cargo há mais tempo do que muitos de seus antecessores. E que deixa claras duas opiniões. Uma é que a tendência seria mesmo apoiar o nome governista, no caso a ministra. E segundo que o PMDB vai, sim exigir compensações (políticas) para isso. Curiosamente, e ao contrário do que a própria direção nacional do PT propagou, entre as exigências nããão estaria o Rio Grande do Sul. Onde o líder peemedebista quer apenas uma “disputa leal”.

 

Que coisa, hein? Ah, vale a pena conferir a entrevista, muito boa, em que até o nome do PMDB para vice é sugerido, no texto de Tales Faria, na coluna “Coisas da Política”, no Jornal do Brasil. A foto é de Wilson Dias, da Agência Brasil. A seguir:

“Para líder do PMDB, Temer deve ser vice

Houve um tempo, no primeiro governo Lula, em que o líder do PMDB na Câmara podia não durar um só dia no cargo. O partido estava rachado, uma brigalhada sem fim entre aliados e opositores do Palácio do Planalto. Mas, depois que Henrique Eduardo Alves (RN) assumiu o posto, em fevereiro de 2007, a liderança nunca mais mudou de mãos. Isso aconteceu porque o líder passou a falar, de fato, pela franca maioria do partido. E foi para auscultar essa maioria que a coluna resolveu procurar o deputado. Primeiro, para saber dessa história de que o PMDB estaria apoiando um terceiro mandato para o presidente Lula. E Henrique Eduardo Alves não titubeou:

– Estão falando isso porque o deputado Jackson Barreto (SE) é do PMDB e defende a tese do terceiro mandato. Posso dizer com segurança que o partido não está nessa história.  Essas coisas só vingam quando o presidente da República quer. Fernando Henrique Cardoso queria a reeleição. E o PMDB, que era governo, apoiou. Sarney, quando presidente, precisou manifestar-se a favor da tese do mandato de cinco anos, e só assim obteve a adesão de sua base parlamentar. Já o presidente Lula disse que não quer o terceiro mandato. Então, não vai haver nada disso.  Digamos que o terceiro mandato de Lula ficou, talvez, para 2014, que é quando a Constituição permite que ele volte. A verdade é que essa coisa de terceiro mandato  seria o mesmo que enterrar a candidatura presidencial da ministra Dilma Rousseff, e isso não nos interessa.

Nesta hora é inevitável perguntar ao líder se o PMDB não tem mesmo interesse em derrubar a candidatura Dilma. Afinal, o partido pode estar mais propenso a ir para o lado do candidato tucano, provavelmente o governador de São Paulo, José Serra.

– Nada disso. Vamos ser francos: o PMDB está no governo e tem interesse, majoritariamente, em seguir apoiando a candidatura da ministra Dilma Rousseff.

Pergunto, então, o que falta para fechar o apoio. E o líder responde que falta o PT se dispor a conversar:

– Isso, sim, me preocupa. Não podemos deixar essa conversa para mais tarde. Temos que sentar e começar a discutir agora, com firmeza e lealdade, as nossas prioridades. O PMDB é um partido forte nacionalmente, porque é extremamente forte nos estados. Para nós, o acordo nacional passa por acordos regionais sérios. A prioridade do PT é eleger a sucessora de Lula? No PMDB, a prioridade é eleger governadores, mas o PT é o partido que mais pode nos atrapalhar. Então, precisamos conversar logo, porque depois pode ficar tarde demais para um acordo dessa magnitude.

Conto ao deputado que eu acabara de conversar com o senador Paulo Paim (PT-RS). E que o parlamentar defende a candidatura própria do PT no Rio Grande do Sul, mesmo com a ministra Dilma Rousseff tendo surgido na política gaúcha e estar precisando tanto do apoio dos peemedebistas por lá. E mesmo com o PMDB tendo em José Fogaça um candidato forte no estado.

– Nesse caso, não vejo problema. A Dilma pode, de fato, ter dois palanques no Rio Grande do Sul. Basta que PT e PMDB no estado disputem com lealdade. Mas há outros lugares, como Mato Grosso do Sul, onde temos um pré-candidato com 70% de apoio do eleitorado e o PT local quer insistir em lançar um nome quase sem chances. Para quê? Não seria melhor…”

 

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

 

SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui, se desejar, também outras análises de Tales Faria, do Jornal do Brasil, no Blog dos Blogs.

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