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CAINGANGUES. Carlos Dominguez e o preconceito que sofre o maior grupo indígena do Rio Grande

“…A cena aconteceu em um dos seis acampamentos de caingangues sem terra no norte do estado. Vivem em barracas de lona a beira do asfalto. Indigentes. Sem nada. Nada além de uma vida de necessidades. Um dos seus últimos pagés, Fernando, morreu há dois meses de pneumonia. Ele que alimentara a idéia de lutar por terra. Até então as poucas famílias andejavam as margens de rodovias de asfalto mortal. Sem absolutamente nada. Nem dignidade. Até que o velho pagé chamou a comunidade e buscou a batalha pela terra perdida. E o banho de rio e o escorregador de barro. A comida feita lentamente no fogo de chão. A pequena e mirrada horta contemplada com nojo pelo colono de origem européia.

– Estes bugres ganham tudo de graça e não fazem nada. Meus avós derrubaram todo este mato para plantar. E agora ninguém planta nada – conta Antônio De  Nardi, colono que perdeu as terras para os caingangues na década de 90, na localidade de Engenho Velho, norte do Rio Grande do Sul…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra do artigo “Banho de barro e a vida medíocre”, do colaborador semanal deste site, Carlos Dominguez. Formado pela UFSM e pós-graduado em Comunicação e Cultura na UFRJ, Dominguez é repórter freelancer, professor do Curso de  Jornalismo da UFSM/Cesnors em Frederico Westphalen e coordenador da Agência de Notícias Da Hora. O texto foi postado há instantes. Boa leitura!

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