Assembleia

OLHAR DE FORA. Otimismo de Yeda contrastado com a opinião majoritária do outro lado

 

A chama virou fogo, na abertura da Semana Farroupilha. E Yeda estava perto. E daí?
A chama virou fogo, na abertura da Semana Farroupilha. E Yeda estava perto. E daí?

Yeda Crusius (PSDB) tem convicção – e isso é facilmente perceptível em qualquer manifestação pública da governadora  de que está fazendo um bom governo. E, mais do que isso, acredita que a população terá essa percepção em 2010, quando resultados práticos (fruto de investimentos públicos e privados) serão mais visíveis.

A opinião dela (e de alguns de seus aliados principais, especialmente do Partido Progressista) é, claro, respeitável. Mas não condiz exatamente com o que surge de qualquer pesquisa de opinião pública recente ou nem tanto. E mais: ela tem uma dificuldade óbvia de comunicação, pelo menos com a mídia tradicional gaúcha – que também não é santa e tem lá seus próprios interesses, jamaaaais divulgados ao distinto público.

Mas, e a mídia nacional? E o tucanato nacional? Como eles vêem isso tudo? Uma boa dica, ainda que não seja nada conclusivo, reconheça-se, pode ser a reportagem publicada na edição mais recente da revista IstoÉ, e que está nas bancas. Confira um trecho do texto assinado pelo jornalista Hugo Marques. A seguir:

Yeda no fogo
A governadora do Rio Grande do Sul pede ajuda ao PSDB para reforçar sua defesa em processo de impeachment

A o acender um candeeiro nas comemorações da tradicional Semana Farroupilha, a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, foi surpreendida na segunda-feira 14 por imensa língua de fogo que quase queimou o seu rosto. Mas uma chama maior, alimentada por duas investigações da Assembleia Legislativa, ameaça queimar de vez a imagem de Yeda. A CPI da Corrupção quer aprofundar a apuração do esquema que desviou R$ 44 milhões do Detran gaúcho. Os parlamentares da oposição acabam de aprovar a criação de uma comissão de impeachment. “O processo do impeachment é burocrático, longo e desgastante, vai durar até o ano que vem”, explica o presidente da Assembleia, Ivar Pavan (PT). “A questão é saber se a governadora está ou não envolvida.” Yeda e seus partidários sustentam que o esquema do Detran nasceu em 2001, em convênios assinados no governo do petista Olívio Dutra (1999-2002). “Esse filho não é meu”, disse a governadora a assessores. “Ninguém vai me tirar dessa cadeira.” O Ministério Público, com base em investigação da Polícia Federal, no entanto, concluiu que a quadrilha do Detran começou a lesar os cofres públicos a partir de 2003, no início do governo de Germano Rigotto (PMDB).

Yeda confia na sua base de sustentação na Assembleia, de 33 dos 55 deputados estaduais, para defender o governo dos ataques da oposição. Mas, como o seguro morreu de velho, está montando uma estratégia de defesa mais ampla. Ela pediu a ajuda de grandes estrelas do partido para se defender do que considera “politização da investigação”, que o PSDB atribui ao ministro da Justiça, Tarso Genro, candidato ao Palácio Piratini em 2010. Na área judicial, a governadora contratou o escritório de José Eduardo Alckmin. O escritório vai destrinchar todas as escutas e documentos levantados pela PF e pelo MPF. Os advogados acham que muitas escutas que estão sendo divulgadas não têm valor como prova. Eles devem acionar na Justiça todas as pessoas que fazem acusações contra Yeda. Junto à população gaúcha, a governadora pretende realçar sua administração, focada no rígido controle das contas públicas.

O processo de fritura de Yeda na Assembleia irrita a cúpula tucana, pois pode respingar nas eleições de 2010. O líder do PSDB na Câmara, José Aníbal, diz que a investigação deveria incluir o final do governo Dutra, quando foram assinados convênios da Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados (Fenaseg) e da Associação Brasileira de Bancos Estaduais (Asbace) com o Detran. O Ministério Público suspeita que o dinheiro desses convênios alimentou campanhas eleitorais. Aníbal também acusa um dos arrecadadores da campanha da governadora, Lair Ferst, de conduzir o esquema nos anos que se seguiram. “Esse quadrilheiro do Lair, ao ver que a Yeda ia ganhar, foi se insinuando. Quando percebeu que não haveria mais esquema, começou a fazer as gravações”, diz Aníbal. O líder tucano acha ainda que o ministro da Justiça alimenta a crise. “Esse negócio de impeachment é coisa da quadrilha de sindicalistas da escola do ministro Tarso Genro”, diz Aníbal…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

SUGESTÃO ADICIONAL – confira aqui, se desejar, também outras reportagens e artigos publicados na mais recente edição da revista IstoÉ.

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