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MEMÓRIA. Morre “La negra”, aos 74. Se cala Mercedes Sosa, “a voz dos sem voz”

Morre aquela que imortalizou "Volver a los 17" e inúmeras outras canções
Morre aquela que imortalizou "Volver a los 17" e inúmeras outras canções

Grande ídolo dos oprimidos latino-americanos, com grande destaque e, sobretudo, um talento inigualável. Pouco, muito pouco para dizer o que significa Mercedes Sosa, “La negra”, morta neste domingo, na Argentina. Fiquem com o texto magnífico de Renato Mendonça, publicado agora de manhã na versão online de Zero Hora:

Aos 74 anos, morre a cantora Mercedes Sosa

A cantora argentina Mercedes Sosa morreu neste domingo, no hospital Trinidad, em Buenos Aires, onde estava internada desde meados de setembro. Os motivos divulgados de sua morte foram complicações renais e hepáticas, além de problemas respiratórios. A intérprete de 74 anos sofria do Mal de Chagas desde o final dos anos 1970.

As vozes mais à esquerda poderiam resumir o parágrafo acima a quase um slogan: “a voz dos sem voz se calou”. O coro postado mais à direita provavelmente se sentiria aliviado: durante a ditadura militar que governou a Argentina entre 1976 e 1983, Mercedes era o grilo falante e cantante que insistia em evocar a consciência de que a intolerância e a perseguição política não se afina com a dignidade humana.

Deixando de lado as paixões políticas, seria justo dizer que morreu uma das principais cantoras latino-americanas, a voz maior de clássicos como Volver a los 17, uma artista que ignorou fronteiras artísticas e geográficas, celebrando um ideal latino ao dividir canções, álbuns e palcos com Milton Nascimento, Charly García, Fagner, Antonio Tarragó Ros, Beth Carvalho, Joan Manuel Serrat, Shakira e Fito Paez…”

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5 Comentários

  1. Tive a felicidade de assistir a um show dela em Cachoeira do Sul, no ano passado. Ela já estava debilitada fisicamente mas cantou como nunca e emocionou a todos.

  2. É realmente uma lástima. Era a voz da América Latina… Sua obra nunca será esquecida e com certeza deverá inspirar muitas gerações.

  3. Caro Claudemir, parabéns pelo registro. La Negra esteve em Santa Maria ao menos uma vez, quando cantou no antigo Cine Independência. Acho que foi por volta de 1980, não me lembro bem. Lucia Couto de Mello sabe bem, pois a convidou para jantar (convite que ela aceitou, desde que pudesse levar todos os seus músicos). Eu estive lá e conversei longamente com ela; ela nos encantou, com sua curiosidade e atenção pelo Brasil, que então começava a visitar com mais frequencia. Santa Maria tem um grupo fiel de ouvintes, hoje consternados, como eu.

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