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REPERCUSSÃO. Afinal, que disse meeeesmo Lula à Folha de São Paulo. Confira aqui

Lula falou em Judas. Mas, definitivamente, não só nisso. Ah, e não esqueceu da Dilma também. E muito mais
Lula falou em Judas. Mas, definitivamente, não só nisso. Ah, e não esqueceu da Dilma também. E muito mais

A Folha de São Paulo publicou, nesta quinta-feira, uma entrevistona com Luiz Inácio Lula da Silva. Exclusiva, concedida ao repórter especial Kennedy Alencar. Se perguntou (e respondeu) muita coisa. Mas muuita mesmo. Bem no estilo de Lula, o Presidente não refugou nada e mandou uma porção de recados.

O diabo (ops) é que a avaliação disponível para a grande maioria é a dos midiatas de plantão. Que até podem ser corretas, mas sempre serão unicamente deles. Eu próprio, que tive acesso ao conteúdo, tenho lá minha opinião. Mas ela, digo (sem nenhuma humildade), é irrelevante. Aliás, como a da maioria das que li.

E agora, qual o único jeito de formar o próprio bestunto? Simples, lendo a entrevista na origem. Também isso é complicado, pois a FSP só liberou para seus assinantes ou do Universo on Line. Mas, o sempre interessado Luis Nassif deu um jeito e reproduz a íntegra no seu sítio. E é de lá que trago o material, ampliando a sua possibilidade. Você lerá, se desejar, aqui e agora, tudo o que foi perguntado e o que respondeu o presidente. A foto é de Ricardo Stuckert, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Confira:

No Brasil, Jesus teria que se aliar a Judas”, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz que até “Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão” se fosse eleito para governar o Brasil. Na primeira entrevista à Folha após dois anos, declara que “a transferência de voto não é como passe de mágica”. Diz, porém, que se empenhará em transferir o seu prestígio e o do governo para a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, sua candidata. Nega que a eleição dela fosse equivaler a um terceiro mandato. “A Dilma no governo tem de criar a cara dela. Rei morto, rei posto.”
Lula afirma ser “debate pequeno” a declaração do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, de que faz comícios pró-Dilma em viagens pelo país. Novamente de dieta para emagrecer, diz que apoiou a manutenção no cargo do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), por “segurança institucional”. Segundo Lula, a oposição ia “fazer um inferno neste país”.

FOLHA – Por que o sr. escolheu Dilma como candidata, cristã nova no PT que nunca disputou eleição, sem fazer discussão no partido?
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
– Não estava em debate quem era PT mais puro-sangue, menos puro-sangue. Era questão de viabilidade política. Dilma é a mais competente gerente que o Estado já teve. A capacidade de trabalho, a competência, o passado político e o presente, isso me faz garantir que é excepcional candidata.

FOLHA – Esse argumento não é muito tucano? O sr. nunca havia sido gestor, virou presidente e faz um governo bem avaliado.
LULA –
Não é tucano, não. Além de gestora, é extraordinário quadro político.

FOLHA – Já há faixas na rua dizendo que Dilma eleita equivale ao seu terceiro mandato.
LULA –
Exatamente o contrário. Uma mulher que tem a personalidade que a Dilma tem vai exigir que eu tenha o bom senso de quando elegi o Jair Meneguelli presidente do sindicato de São Bernardo, o José Dirceu presidente do PT. Rei morto, rei posto. A Dilma no governo tem de criar a cara dela, o estilo dela, o jeito dela de governar.

FOLHA – O sr. defende uma coalizão e uma disputa plebiscitária. Se a coalizão é importante, por que o candidato deve ser do PT e não de um partido aliado?
LULA –
Porque seria inexplicável para grande parte da sociedade o maior partido de esquerda do país, que tem o presidente, não ter um sucessor.

FOLHA – Fechou ontem [anteontem] a aliança com o PMDB?
LULA –
Haverá acordo nacional, e a chapa PT-PMDB.

FOLHA – Michel Temer é o nome para vice?
LULA –
Quem discute vice é o candidato.

FOLHA – Se Ciro seguir emparelhado ou à frente de Dilma em março, quando o sr. e ele combinaram de decidir, que argumento o sr. pode usar para convencê-lo a desistir da Presidência e concorrer em SP?
LULA –
Jamais farei isso.

FOLHA – O sr. patrocina a articulação para ele ser candidato em SP.
LULA –
Não é verdade. Sou o único que não tem autoridade moral para pedir para alguém não ser candidato. Fui candidato a vida inteira. Só cheguei à Presidência porque teimei.

FOLHA – Como o sr. explica um governo popular e a oposição líder nas pesquisas da sucessão?
LULA –
Ainda não temos candidatos.

FOLHA – Os motivos? Recall?
LULA –
Lógico que é recall. Um candidato da oposição, governador de São Paulo, já foi candidato a presidente, já foi senador, já foi ministro, tem uma cara muito conhecida no Brasil inteiro. A transferência de voto não é como passe de mágica.
Vamos trabalhar para que a gente possa transferir todo o prestígio do governo e do presidente para a nossa candidatura…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

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SUGESTÃO ADICIONAL – confira aqui, se desejar, também outras notas e artigos publicados e/ou comentados pelo jornalista Luis Nassif.

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