Coluna Observatório. Com cinco nomes na disputa, era bem mais difícil escolher o alvo
A seção Não custa lembrar
Em 16 de setembro de 2000:
Os inimigos foram escolhidos – Faltam duas semanas para a eleição. Não é hora mais para brincadeira, diria aquele veterano político. Ou, por outra, não há mais momento para vacilações. Ou, numa terceira variante, a ninguém mais é dado o direito de errar. Se isso acontecer, não há mais como recuperar-se e a derrota será inevitável.
Por isso, partidos e alianças tomam as atitudes definitivas em relação à campanha e aos seus adversários. Essa é a hora em que se desenham as últimas atitudes a serem tomadas na busca do voto do eleitor. E o horário eleitoral gratuito é o grande espelho do que pensam os candidatos. Através dele, é possível saber o que, por exemplo, decidiram em relação aos seus concorrentes.
Hoje:
A nota ao lado, publicada há exatos oito anos, menos um mês, avaliava o horário eleitoral gratuito e as estratégias dos então cinco candidatos a prefeito – quatro deles competitivos: Valdeci Oliveira, Cezar Schirmer, José Farret e Osvaldo Nascimento. É possível afirmar, com absoluta convicção, que àquela época, faltando 15 dias para o pleito, os articuladores dos concorrentes poderiam ter alguma dificuldade para escolher o alvo a ser atacado.
Agora, e essa é uma diferença importante, isso não acontece. O trio de pretendentes à prefeitura sabe muito bem a quem atacar. No caso de Schirmer, Pimenta. No caso de Pimenta, Schirmer. E Sandra Feltrin? Ora, aos outros dois, com igual intensidade. É a franco-atiradora do momento.





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