AssembleiaTrabalho

ACORDO DIFÍCIL. Alta patente fecha com proposta de aumento. Mas baixo escalão da BM ainda não

Reunião no gabinete da Presidência: esperança de um acordo geral, na quinta

Aparentemente, o Governo do Estado não está nem aí para os professores. Os representantes do magistério querem 23% de aumento e o Piratini parece propenso a não negociar. O caso é bastante diferente em relação à Brigada Militar. Aqui, o problema é de outra natureza. Enquanto os oficiais superiores já concordam com o que pretende o governo, nos níveis menores da hierarquia a discordância ainda permanece.

É, ao contrário do que ocorre com o professorado, intensa a negociação. Permitindo supor, inclusive, que algum tipo de acordo seja feito antes da votação de projetos pela Assembléia Legislativa – o que, por ser ano eleitoral, só pode ser feito até 3 de abril.

Nesta terça, vários encontros ocorreram. Um deles, inclusive, patrocinado pelo presidente do Parlamento, o pedetista Giovani Cherini. Saiba mais detalhes, no material produzido e distribuído pela Agência de Notícias do Legislativo. O texto é de Adriana Davoglio, com foto de Guerreiro. Confira:

Cherini diz que negociação sobre projetos da BM prossegue nesta quinta-feira

O presidente do Parlamento gaúcho, Giovani Cherini (PDT) e o líder do governo, Adilson Troca (PSDB), receberam na tarde desta terça-feira (2), na Sala da Presidência, oficiais superiores da Brigada Militar, acompanhados do comandante-geral da corporação, coronel João Carlos Trindade Lopes.

Na reunião, os parlamentares foram comunicados da decisão favorável dos oficiais, que em assembleia pela manhã definiram pela aceitação à contraproposta do governo em relação aos projetos salariais dos militares. “Os oficiais já definiram um acordo e há consenso em relação à questão, diferentemente do caso dos servidores de nível médio da Brigada Militar. Mesmo que os projetos possam ser encaminhados de forma desmembrada, entendemos que é importante que haja a concordância de todas as classes”, frisou.

Cherini informou que, juntamente com o líder do governo e o coronel Trindade, ficou acertada nova reunião, na próxima quinta-feira (4), às 10 horas, na Assembleia Legislativa. Também devem participar os presidentes das associações dos Oficiais, coronel Jorge Luiz Prestes Braga, dos Cabos e Soldados, soldado Leonel Lucas Lima, e dos Sargentos, Subtenentes e Tenentes, tenente Aparício Santellano. “Temos que…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

SUGESTÃO ADICIONAL – confira aqui, se desejar, também outras reportagens produzidas e distribuídas pela Agência de Notícias da Assembléia Legislativa.

Artigos relacionados

ATENÇÃO


1) Sua opinião é importante. Opine! Mas, atenção: respeite as opiniões dos outros, quaisquer que sejam.

2) Fique no tema proposto pelo post, e argumente em torno dele.

3) Ofensas são terminantemente proibidas. Inclusive em relação aos autores do texto comentado, o que inclui o editor.

4) Não se utilize de letras maiúsculas (CAIXA ALTA). No mundo virtual, isso é grito. E grito não é argumento. Nunca.

5) Não esqueça: você tem responsabilidade legal pelo que escrever. Mesmo anônimo (o que o editor aceita), seu IP é identificado. E, portanto, uma ordem JUDICIAL pode obrigar o editor a divulgá-lo. Assim, comentários considerados inadequados serão vetados.


OBSERVAÇÃO FINAL:


A CP & S Comunicações Ltda é a proprietária do site. É uma empresa privada. Não é, portanto, concessão pública e, assim, tem direito legal e absoluto para aceitar ou rejeitar comentários.

Um Comentário

  1. Vou arriscar um palpite sobre o que este tipo de governo tenta com este reajuste diferenciado.
    Gasta pouco dando um grande aumento para poucos oficiais e estes se encarregam de “manter a tropa sob controle”.
    Até quando os brigadianos irão aceitar isto?
    Mas, já se nota uma mudança na luta desta importante classe de trabalhadores gaúchos. Parabéns aos profissionais da área que estão conseguindo chamar a atenção do povo para os problemas enfrentados para prestar um bom trabalho na área da segurança.

  2. Meu caro Claudemir! Como sabes, sou policial militar e (agora) formado em Direito. Leitor assíduo de teu sítio, não posso me furtar de comentar a notícia veiculada, em dois aspectos. Primeiro, em que pese a “boa vontade” do governo em fornecer um “aumento” para os policiais militares, aumento este muito aquém do merecido por estes profissionais (e aqui não estou me posicionando apenas por integrar a corporação, mas como cidadão), a maneira como foram concedidos os índices é no mínimo revoltante. Ora, conceder um percentual superior aos oficiais é, sem dúvida, impelir a uma guerra interna nos quartéis, mesmo que silenciosa. Isto porque a Brigada Militar é uma organização pautada pela hierarquia e disciplina. Não se pode admitir que o (des)governo do Estado estabeleça suas políticas usando de mecanismos imorais, como a de desestabilizar uma instituição responsável por parcela da Segurança Pública. O segundo aspecto a ser observado é a votação (que ocorreu ontem na Câmara dos Deputados) da denominada PEC Aglutinativa da PEC 330 e PEC 446. Tais propostas de Emenda Constitucional obrigam os Estados a estabelecer imediatamente um piso mínimo de em torno de R$ 3.500,00 para soldados, com subsídio federal. A PEC está em processo adiantado e, portanto, um aumento de 9% para os policiais militares pode ser adjetivado como risível! Em um momento em que o governo federal se mostra preocupado com a crescente valorização da Segurança Pública, no Estado se está usando um ardil criminoso para desestabilizar os profissionais ligados à esta àrea. Portanto, não só os policiais militares, como os cidadãos e principalemnte a imprensa devem estar atentos para que mecanismos antidemocráticos (como “convidar” os praças da Brigada Militar a votarem pela aceitação ou não do aumento) não maculem a história desta instituição sesquicentenária. A Impressão que dá é que os profissionais da Segurança Pública, no RS, só são importantes para fazer barreiras impedindo os (justos) protestos de professores!
    Ressalto que não me posiciono contra ou a favor dos reajustes, nem com relação aos praças, e muito menos com relação aos oficiais superiores. O que nao se pode admitir é a diferenciação que leva a desestabilização interna da corporação. Parabenizo pela divulgação imparcial das informações, e pelo espaço disponibilizado.

  3. Mas o Governo e o Comando da Brigada já arranjaram uma forma “bastante democrática” para convencer o baixo escalão. Afirmando que as associações de brigadianos não estariam refletindo a opinião da corporação, está sendo realizada uma consulta individual e mediante identificação do militar onde o mesmo deve afirmar se é contra ou a favor do indice de reajuste. Intimidação pouca é bobagem!!!!!
    http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Pol%EDtica&newsID=a2826525.xml

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo