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ALGUÉM FALHOU? O jogo eleitoral e a guerra dos institutos que fazem pesquisas

Aparentemente, todos os institutos de pesquisa estão certos. Ou errados. Ou uma coisa e outra. Isso, apesar dos números díspares apontados para a opinião pública. Depende de metodologia pode-se alcançar tal ou qual resultado? Talvez. Ou mesmo influencia os dias em que o levantamento é feito, a ponderação realizada ou os dados oficiais que “marcam” as comunas e as províncias que devem ter este ou aquele número de entrevistas.

Um monte de bobagens? Não, com certeza não. Mas, ainda assim, um fato é inequívoco: os institutos, e se está falando aqui dos grandões em tamanho e credibilidade, estão guerreando entre si – por conta das discrepâncias (algumas bem significativas) entre os dados divulgados.

O tema mereceu uma lúcida análise daquele que, para este (nem sempre) humilde repórter é o maior de todos, a atuar no “chão de fábrica”. No caso, o ex-colunista da Folha de São Paulo, da rede Bandeirantes e da TV Cultura, Luis Nassif. Vale a pena acompanhar o raciocínio dele. A seguir:

A guerra dos institutos de pesquisa

Nos últimos dias, o mundo dos institutos de pesquisa foi sacudido por uma notável polêmica envolvendo o Datafolha – o instituto de pesquisas da Folha de São Paulo. Na véspera do lançamento da candidatura de José Serra à presidência, o Datafolha soltou uma pesquisa não planejada dando 10 pontos de vantagem em relação a Dilma Rousseff. A pesquisa contrariava a tendência até então levantada por outros institutos – inclusive a pesquisa do próprio Datafolha de vinte dias antes – que mostravam uma redução gradativa da diferença entre Dilma e Serra.

Logo depois, dois institutos respeitados – o Vox Populi e o Sensus – divulgaram seus levantamentos. No primeiro caso, do Vox, deu empate técnico – isto é, levando em conta a margem de erro – entre os dois candidatos; na do Sensus, empate efetivo. O jornal reagiu com matérias insinuando manipulação da pesquisa por ambos. As matérias levaram o PSDB a pedir uma auditoria no Sensus – que concluiu, ontem (segunda) à tarde, pela inexistência de fraude.

Em geral, os institutos recorrem à metodologia auto-ponderada de pesquisas. Significa que pegam os dados do IBGE sobre população, sexo, instrução, idade e montam uma amostragem reproduzindo essas condições. Ou seja, definem as regiões, os municípios e as casas que reflitam a proporção populacional do censo do IBGE.

Dos institutos, o Datafolha é o único que se vale de outra metodologia, a ponderada. Seus pesquisadores saem a campo, em geral nas cidades – deixando a zona rural de lado – e pesquisam os transeuntes em plena rua. Deixam de lado os que ficam em casa. Com isso, a amostragem acaba saindo diferente do IBGE…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

SUGESTÃO ADICIONAL – confira aqui, se desejar, também outras notas e artigos publicados e/ou comentados pelo jornalista Luis Nassif.

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