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Câmara absolve um e Conselho de Ética outro. E assim é na terra brasilis

Confessa: você não se surpreende com mais nada, não é? Nem eu. Esta noite, o plenário da Câmara dos Deputados absolveu mais um, o de número 10, acusado de receber dinheiro do “valerioduto”. No caso, o petista Josias Gomes, da Bahia, que foi poupado pelos colegas. Para cassá-lo, eram necessários, 257 votos. Foram 228. Sobrou, portanto. E bastante.

Mas não é só isso. Antes, no Conselho de Ética, quem se livrou e tem um belo de um salvo-conduto mesmo na etapa anterior ao plenário, foi Vadão Gomes, do PP de São Paulo. O relator, Moroni Torgam, do PSDB do Ceará, e que por sinal é nascido no Rio Grande do Sul, pedia a cassação. Perdeu por 8 a 5. Outro relatório terá que ser feito, desta vez absolvendo Vadão. E é este que irá para o plenário. Alguém crê em condenação? Pfff.

Leia, a seguir, o que foi publicado a respeito, agora à noite, pelo Portal Terra, em texto assinado pela jornalista Maria Clara Cabral, direto de Brasília:

”Plenário absolve Josias Gomes, acusado de mensalão

O plenário da Câmara dos Deputados absolveu nesta quarta-feira o deputado Josias Gomes (PT-BA), acusado de receber R$ 100 mil do empresário Marcos Valério de Souza, suposto operador do mensalão. Eram necessários 257 votos para que o deputado fosse cassado, no entanto, o relatório de Mandes Thame (PSDB-SP) recebeu apenas 228 votos favoráveis. Votaram contra o relatório 190 deputados.

Josias Gomes foi o 10º deputado acusado de envolvimento com o mensalão a ser poupado pela Casa. Dos 19 parlamentares que teriam recebido o recurso, 4 renunciaram, 9 foram absolvidos e apenas 3 foram cassados – Roberto Jefferson (PTB-RJ), José Dirceu (PT-SP) e Pedro Corrêa (PP-PE). Agora, restam somente os processos contra José Janene (PP-PR) e Vadão Gomes (PT-BA).

Josias afirmou que a sua absolvição confirma uma tendência do Plenário. “A tendência tem sido de o plenário fazer uma revisão de algumas indicações do Conselho de Ética, que está sendo muito duro”, afirmou ele.

O deputado disse também que o seu caso é simples, pois ele foi induzido ao erro. “O plenário entende isso. Eu não podia imaginar que o tesoreiro do meu partido me mandaria para um local que estava sendo montado um esquema partidário”, justificou-se.

No final da noite de hoje, o Conselho de Ética também votou contra o relatório de Moroni Torgan (PFL-CE)- que pedia a cassação de Vadão Gomes (PP-SP)por oito a cinco.

No tempo destinado à defesa do parecer do Conselho de Ética, o relator da matéria, deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), leu o relatório aprovado no conselho em 4 de abril deste ano.

Mendes Thame recordou que o deputado admitiu, em depoimento na Polícia Federal, ter recebido um total de R$ 100 mil, dos quais metade na sede nacional do PT em Brasília e a outra metade na agência do Banco Rural na qual estava a conta do empresário Marcos Valério de Souza. Josias Gomes negou, entretanto, ser sua a assinatura em um segundo documento do banco que mostraria um outro saque de R$ 50 mil.

Defesa – Em seu discurso, o deputado Josias Gomes reconheceu ter recebido R$ 100 mil das contas do publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, mas reafirmou que não imaginava que o dinheiro vinha de um esquema ilegal de arrecadação de recursos.

Josias Gomes disse ter agido por orientação do ex-tesoureiro nacional do PT Delúbio Soares e, por isso, entendeu que se tratava de uma transferência normal do diretório nacional do PT à presidência do PT na Bahia.

O deputado alegou que, justamente por ter agido de boa-fé, permitiu que…”


SE DESEJAR ler a íntegra da reportagem, pode fazê-lo acessando a página do Portal Terra, no endereço http://noticias.terra.com.br/brasil

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