Entrevista. Roberto da Luz diz que a Prefeitura de Santa Maria gasta mais do que arrecada
No dia seguinte à sua saída do Executivo, onde por meio ano foi o secretário de Finanças, o professor Roberto da Luz Júnior deu várias entrevistas e não poupou críticas à administração municipal. E expôs o que considera ser a difícil situação econômica da prefeitura.
Diferente (mas não excludente) do que o jornal A Razão publicou ontem, o ex-secretário não chegou a tocar diretamente na questão do contrato que o município mantém com a FATEC, fundação ligada à Universidade Federal. Mas falou, por exemplo para a rádio Santamariense, dos problemas financeiros que fazem com que o Executivo gaste mais do que arrecada.
Como resolver o problema do déficit financeito? Essa é uma das questões tratadas na entrevista que virou reportagem, assinada por Alexandra Zanela, e que o Diário de Santa Maria está publicando em sua edição de hoje. Vale a pena conferir:
A hora da pobreza
Saída de secretário expõe a difícil situação econômica da prefeitura
Especialista em gestão e finanças públicas e planejamento estratégico, o professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Roberto da Luz Júnior não agüentou tantos problemas da Secretaria de Finanças. Ele pediu demissão na segunda-feira à noite e, ontem, falou das dificuldades que encontrou ao gerenciar a pasta.
Segundo ele, a situação das contas da prefeitura é muito delicada. Mais de 100% do Orçamento estão comprometidos com repasses obrigatórios para a saúde, a educação, a Câmara de Vereadores e a folha de pagamento.
E a crise não pára por aí. O município ficou devendo R$ 14 milhões de 2006, R$ 6 milhões já foram pagos no início deste ano, e o restante terá de ser pago. O valor é menor do que a sobra de 2005, que foi de mais de R$ 20 milhões, mesmo assim, para o ex-secretário das Finanças, é muito além do ideal. E do que exige a legislação.
A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) não aceita que se gaste mais do que está previsto para arrecadar. Santa Maria ultrapassou o limite na folha de pagamento. Pode-se gastar, no máximo, 54% com pessoal, mas em agosto a prefeitura estava gastando 55,8%. Agora, o prefeito tem até abril para reduzir esse percentual.
Além de ser obrigada a se enquadrar a lei, a prefeitura tem outra dor de cabeça para se preocupar. Nas contas que não pagou em 2006, estão R$ 367 mil devidos para a Companhia Riograndense de Saneamento Básico (Corsan). E a empresa não deixou por menos: colocou a prefeitura no
SE DESEJAR ler a íntegra da reportagem, pode fazê-lo acessando a página do jornal na internet, no endereço www.clicrbs.com.br/jornais/dsm/.





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