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Interesses. Junto aos partidos, ou à margem deles, crescem as Frentes Parlamentares

Outro dia publiquei aqui comentário a respeito da existência de muitas frentes parlamentares no Congresso Nacional que superam, em número, boa parte dos partidos. Aliás, há algumas dessas confederações para defender interesses específicos, que são maiores que as maiores representações partidárias.

 

Mas, creia, não se trata de um fenômeno federal, apenas. Em Brasília, como se sabe, existem as bancadas da ecologia, da bola, dos evangélicos, dos ruralistas, das emissoras de rádio e tv, etc, etc, etc. E que defendem na maior parte, forçoso que se reconheça, interesses legítimos – embora não sejam exatamente um dado confortador a orientar as siglas que têm programas definidos e não conseguem interpretar os desejos diversos que contêm internamente.

 

Pois a situação, vim a descobrir, não é muito diferente, no Rio Grande do Sul. Ou, por outra, é bastante diversa da que se nota no âmbito brasiliense. Lá, a informalidade é a marca da maioria das frentes. Há muitos, mesmo, que não se assumem; caso específico da bancada da comunicação, cujos integrantes são proprietários, diretamente ou por meio de parentes ou funcionários, de emissoras de rádio e televisão – o que é, simplesmente, ilegal.

 

Já no Rio Grande do Sul, conforme verifiquei em reportagem produzida a partir da Assembléia Legislativa, se formaram nesta legislatura iniciada em fins de janeiro, nada menos que cinco frentes parlamentares. Mas todas com integrantes conhecidos e assumidos. O que é bom, aliás.

Ah, quais são essas frentes? Anote: Pró-Florestamento, Integrada do Agronegócio, em Defesa da Terceira Idade, contra a Prorrogação de Contratos dos Pedágios e em Defesa da Vitivinicultura.

 

 

SUGESTÃO DE LEITURAleia aqui a reportagem “Frentes parlamentares diversificam debates na Assembléia”, assinada por Vanessa Canciam, da Agência de Notícias do parlamento gaúcho.

 

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