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OLHAR DE FORA. A pouco publicada história do sargento bisbilhoteiro do Piratini

Já me utilizei de reportagens dos, cá entre nós, insuspeitos O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo. A mídia gaúcha está, digamos, reticente em tratar do assunto com a necessária profundidade. Daí porque me faltam elementos minimamente não engajados nessa história do sargento bisbilhoteiro do Palácio Piratini.

Eu próprio não tenho opinado a respeito. Deixo a conclusão sempre com o você, caro leitor. Agora, trago outra contribuição. No caso, material disponível na revista Carta Capital, que está chegando às bancas. A reportagem é de Lucas Azevedo. Acompanhe e, se quiser, dê tua opinião:

A lama se aproxima

A governadora Yeda Crusius nega saber do esquema tocado pelo sargento Rodrigues, mas Adão Paiani, ex-ouvidor, diz que a ordem partia do Piratini

A cena eleitoral, até então tranquila no Rio Grande do Sul, foi sacudida pelas mensagens via Twitter de um promotor eleitoral que, a cada 140 caracteres, dava novos detalhes de um esquema sujo descoberto pelo Ministério Público e cuja origem foi o Palácio do Piratini, sede do governo estadual. A primeira mensagem foi publicada às 7h55 da sexta-feira 3. Informava que um policial militar havia sido preso por suspeita de extorsão a contraventores de máquinas caça-níqueis e bingos na região metropolitana de Porto Alegre. A partir daí, outras seis mensagens postadas no início daquela manhã delinearam o horizonte do que estava por vir.

Durante as investigações, o MP detectou que o sargento da Brigada Militar César Rodrigues de Carvalho, 38 anos, lotado até o fim de agosto no gabinete da governadora Yeda Crusius, do PSDB, teria utilizado de maneira ilegal o Sistema de Consultas Integradas do estado (banco de dados de diversos órgãos, como Detran, Departamento de Identificação e Justiça). A mando de superiores e, por vezes, compartilhando com eles sua senha de acesso, o militar levantou informações de servidores, advogados, jornalistas, políticos, partidos, policiais, oficiais e civis, crianças inclusive. Um dos alvos foi o candidato petista ao governo, o ex-ministro Tarso Genro.

A governadora, que aparece entre os espionados pelo sargento, disse desconhecer a ilegalidade. Mas um depoimento de Adão Paiani, ex-ouvidor da Secretaria Pública Estadual, derruba essa versão. Ligado ao DEM, aliado umbilical do PSDB, Paiani disse em entrevista a Carta-Capital que Yeda Crusius sabia há ao menos um ano do esquema. O ex-ouvidor disse ainda que repetiria o conteúdo de suas declarações em depoimento à Polícia Federal marcado para a quinta 9. Paiani integrou o governo entre março de 2007 e março de 2009, quando foi exonerado. Desde então, tornou-se um problema na vida da tucana…”

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2 Comentários

  1. E alguém esperava que a “Maria Louca” fosse afirmar que sabia de tudo? Este governo é um mar de lama e os chefes de tudo estão no Palácio Piratini, na Assembléia Legislativa e já estiveram no TCE. Pelo menos foi isso que mostraram as operações da PF.
    O mais revoltante desse quadro é ver os candidatos do PMDB agirem nessa campanha como se também não fossem responsáveis pelo que tá acontecendo.
    O Rio Grande do Sul tá cada vez mais irreconhecível!
    Afirmo que isso se deve ao trabalho da RBS.

  2. Caro Claudemir:

    Não me espanta a negativa da Dona Yeda, afinal desde o início de seu malfadado governo tantas coisas aconteceram e ele sempre negando saber. Ela “não sabia” que o Feijó era dezoitão, não sabia do buchincho do Detran, portanto não deveria saber desse James Bond brigadiano que ela tinha no Piratini. Pra finalizar, ela não devia saber mesmo que não tinha a mínima chance nas eleições, afinal ela não sabe de nada.

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