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UFSM. Instituição se prepara para cortar gastos

POSTADO POR MAIQUEL ROSAURO

Fritz R. Nunes e Agência Câmara

O governo federal, através dos ministérios da Fazenda e do Planejamento, anunciou nesta quarta, 9, um corte recorde de R$ 50 bilhões no orçamento da União. A medida, que está gerando polêmica, vai impactar diretamente na UFSM. Nas orientações governamentais estão previstas, entre outras coisas: a redução de 50% dos gastos com passagens e diárias; a proibição de que sejam feitas aquisições, reforma ou aluguel de imóveis e proibidas compras de veículos para uso administrativo. O termo mais usado no documento elaborado pelos dois ministérios da área econômica, e que se encontra no site da UFSM, é “buscar eficiência no gasto público”. De que forma?

Para o pró-reitor de Planejamento da UFSM, professor Charles Prade, as diretrizes anunciadas pelo governo levarão a cortes, mas pelo fato de o anúncio ser muito recente, espera a divulgação de algum decreto ou portaria regulamentando esses cortes. Essa notificação oficial do MEC deverá orientar, conforme o professor, de que forma ocorrerá a redução de gastos. “Os cortes serão lineares ou não?”, questiona ele.

Prade ressalta que as universidades estão em pleno andamento de programas como o REUNI (Programa de Expansão e Reestruturação das Universidades), que podem ser afetados por esses cortes, inclusive na contratação de professores. Em declaração publicada nesta quinta, no Correio do Povo, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, confirma que os concursos públicos sofrerão redução de despesas. “As nomeações estão suspensas. Vamos analisar caso a caso”, diz ela.
No que se refere à restrição na liberação de diárias e passagens, o programa de EaD (Ensino a Distância) é um dos que pode ser prejudicado, explica o pró-reitor de Planejamento. Prade destaca, no entanto, que cada ministério tem autonomia para dizer aonde vai fazer as adequações solicitadas pela equipe de governo. “E o MEC terá que dizer aonde quer que sejam efetuados cortes. É no ensino superior? É na merenda escolar?”, reflete o professor.

O anúncio do corte bilionário de gastos se dá em um momento singular. De um lado, o governo quer enxugar a máquina estatal, com a suposição de que os gastos do Estado são os responsáveis pelo aumento da inflação, e por outro, prevê a entrega de setores públicos a entes privados, como é o caso dos Hospitais Universitários (MP 520), se enredando cada vez mais no receituário neoliberal que antes os petistas tanto combatiam.

Repercussão política O corte de R$ 50 bilhões no Orçamento de 2011, anunciado pela equipe econômica do Executivo nesta quarta, foi mal recebido pela oposição, que criticou os gastos do governo e voltou a cobrar o orçamento impositivo. Já para os deputados da base aliada à presidente Dilma Rousseff, o corte significa um ajuste necessário.

Para o líder do PT, deputado Paulo Teixeira (SP), o Congresso superestimou o dinheiro que entraria no caixa da União e, por isso, os ajustes são necessários. “Não é possível manter um Orçamento dessa natureza. É comum aos governos, no início, que se tenha um ajuste orçamentário”, afirmou.

O líder do PSDB, deputado Duarte Nogueira (SP), condenou o corte nas emendas parlamentares e lamentou que o arrocho não tenha sido acompanhado da diminuição da máquina pública. “O governo não enxugou ministérios, não cortou cargos, e o gasto com cartões corporativos foi três vezes maior do que o do início do governo Lula”, avaliou Nogueira.

O líder do Psol, deputado Chico Alencar (RJ), considerou o corte como uma “ofensa” ao trabalho dos parlamentares, que se dedicaram a estudar os dados encaminhados pelo governo para aprovar o que ele considera a lei mais importante do País. “Todo corte é uma ofensa profunda ao Legislativo, um desprezo absoluto pelo nosso trabalho. Eu só tenho a lamentar e dizer que o Orçamento continua a ser uma peça de ficção”, argumentou.

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2 Comentários

  1. E os broveçores que saem bara trabalhar em oudros orcões e zeguem com a poquinha na UFZM?
    Duas casa, fiagens … defe valer a pena

  2. Olá boa tarde.
    Bueno no serviço público existe quase uma farra de viagens com o nosso dinheiro. Seninário aqui, seminário ali até do baixo clero, encontro de Secrtários, criação de foruns disso foruns daquilo. Sei de caso de Servidores Públicos que viajaram em “bando” para encontro culturais Brasil a fora. Oque precisamos eh de transparência dos gastos, soh assim serão inibidas iniciativas dessa natureza. No Caso das Universidades temos que lamentar, haja vista que o Reuni não foi efetivado por completo, com falta de Professores e Servidores, e a ameça está ai. Certos cortes realmente precisam acontecer.

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