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FATO. Partidos políticos de olho (e até atuando) no pleito para direção do DCE/UFSM

Está rolando frouxa nas redes sociais (Twitter, Facebook e Orkut) da internet a campanha para nova direção do Diretório Central de Estudantes da UFSM. Como também é quente a busca de votos onde mais interessa, claro, que é nas salas de aula, corredores e prédios dos campi da instituição.

Nesta segunda-feira, mesmo, há um debate que se espera quente, ao meio dia, no campus, em Camobi – no antigo Restaurante Universitário. O pleito ocorre na quarta-feira, dia 27, e se estima em alguns milhares (quantos, ninguém sabe, já que o voto não é obrigatório) de estudantes acorrendo às urnas até às 5 da tarde (nos Centros de Ensino sem curso noturno) ou até às 9 da noite. No último pleito, em fins de 2009, foram 3,6 mil eleitores.

Podem votar todos os estudantes da UFSM (incluídos os de Frederico Westphalen, Palmeira das Missões e Silveira Martins), do Colégio Politécnico e do Colégio Técnico Industrial de Santa Maria. É necessário um documento oficial com foto ou mesmo a carteirinha do RU/Biblioteca. Imagina-se que o resultado seja conhecido na madrugada de quinta-feira.

MAS, E OS PARTIDOS?!

É fato que o movimento estudantil se transformou, ao longo da história, em verdadeira escola de militância organizada. É um de seus benefícios, afora estimular a discussão política dos estudantes. São inúmeros os quadros surgidos a partir do DCE da UFSM. Entre os militantes do passado pode-se citar, por exemplo, o ex-deputado estadual e federal e ex-presidente da Assembleia Legislativa, Renan Kurtz.

Agora, para ficar em dois exemplos de político em atividade, há um ex-dirigente do DCE deputado federal, Paulo Pimenta. E o prefeito Cezar Schirmer, que também militou no movimento estudantil. Sem falar dos inúmeros nomes que acabaram por se destacar na política local, regional e nacional e que estão em muitas funções de relevância.

Assim, é natural que as forças partidárias estejam, mesmo que informalmente, influenciando no pleito do DCE. Com fontes bastante confiáveis foi possível saber, inclusive, que há apoio logístico às chapas. Seja na forma de militância ou até em ajuda material.

Mas, a que grupos estão vinculadas as chapas? E quem está ideologicamente influenciando? Confira:

CHAPA 1: Em frente – seus integrantes são majoritariamente petistas, mas contam com apoio do PC do B e, em porção menor, do PSOL.

CHAPA 2: Inova – é liderada, na sua grande maioria, por militantes e filiados ao PMDB. Mas conta, subsidiariamente, com a participação de aficionados do PP e do PTB.

CHAPA 3: Amanhã vai ser outro dia – dois terços de seus apoiadores diretos são do PSTU e do PSOL. O restante é de independentes e até sem partido.

E aí? Aí que, segundo gente enfronhada no movimento estudantil, o favoritismo é das chapas 1 e 3. Mas… voto é voto. E, assim, persistirá o nervosismo habitual nesse tipo de confronto. Claro que nos campi da UFSM, especialmente. Mas também em outros gabinetes, por certo.

AS CHAPAS NA  INTERNET (para quem quiser saber das idéias dos seus articuladores, os blogues de cada uma e sua presença no Twitter)

1- Em Frente

http://emfrentedce.blogspot.com/

http://twitter.com/#!/emfrente_dce

2 – Inova

http://chapa2inova.blogspot.com/

http://twitter.com/#!/chapa2inova

3 – Amanhã vai ser outro dia

http://amanhavaiseroutrodiaufsm.wordpress.com/

http://twitter.com/#!/chapa3dce

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13 Comentários

  1. ARL, desde de sempre votei no Paim, mas essa foi a última vez. O Senador últimamente está pior que muitos direitosos lá do Senado, virou um enganador, um embusteiro. Faz promessas miraculosas, e depois na hora do aperta pra capar vota contra os trabalhadores. Quem mandou eu ter desacreditado no PT e continuar votando Paim.

  2. visitei o site do tse com os filiados do psol em santa maria e o site da chapa 1…não vi 1 unico integrante do psol que esteja nesta chapa…acho que depois da burrada de alguns do psol em apoiar o PaIM(senador que chora na tv e depois ri e aprova o 545 do governo)ninquem cai mais nessa ..alias o dce tem que mostrar sua força contra a privatização dos hospitais proposta pelo pt…

  3. Não é só nas eleições na UFSM que partidos tem interesses. Nas últimas eleições da Unifra em junho do ano passado houve a ampla participação de figuras ligadas a partidos. Inclusive estiveram presentes em reuniões da comissão eleitoral, distribuiram camisetas, adesivos. Tudo irregular conforme o estatuto da eleição.Estatuto este que não foi respeitado.Esperava-se que os envolvidos no pleito sendo estudantes do Ensino Superior teriam mais coerência, maturidade, etc… Mas não foi o que vimos e sim várias regras quebradas, tudo pela busca pelo poder. É o retrato que vemos por ai na política. Para quem quer dar uma olhada e saber qual partido estava envolvido é só verificar a nota do Blog Aparte do DSM : http://migre.me/4lEVd . Para quem ler a nota do Blog, digo nada foi realizado e que grande parte da chapa já debandou… Que vontade de assumir o DCE.

  4. Márcio Dutra :O desdém pela política estudantil pode ser fruto do desinteresse ou desconhecimento. Agora, ser contra a política estudantil nos remete a tempos que esperamos nunca mais viver em nosso país.Quanto às questões partidárias elas existem e devem ser tradas com responsabilidade e autonomia pelos participantes das chapas concorrentes. Este fator também faz parte do amadurecimento político. Só gostaria de lembrar que o fato de alguém ter filiação ou simpatias partidárias não torna ninguém melhor ou pior. Agora, ter filiação e omitir esta situação ou fazer o discurso da falsa “independência” para buscar a eleição é uma forma negativa de fazer política estudantil. Fica a dica.

    Concordo plenamente!

  5. O desdém pela política estudantil pode ser fruto do desinteresse ou desconhecimento. Agora, ser contra a política estudantil nos remete a tempos que esperamos nunca mais viver em nosso país.
    Quanto às questões partidárias elas existem e devem ser tradas com responsabilidade e autonomia pelos participantes das chapas concorrentes. Este fator também faz parte do amadurecimento político. Só gostaria de lembrar que o fato de alguém ter filiação ou simpatias partidárias não torna ninguém melhor ou pior. Agora, ter filiação e omitir esta situação ou fazer o discurso da falsa “independência” para buscar a eleição é uma forma negativa de fazer política estudantil. Fica a dica.

  6. A participação cidadã de jovens na política universitária é de fundamental importância, porém, sem o foco preciso, ficam no ostracismo e em bandeiras brandas. Lutar, por exemplo, contra o aumento da passagem é louvável, mas ter essa uma das principais lutas da classe estudantil torna o movimento um descaso com a política universitária. A universidade forma profissionais de grande competência e visa o mercado de trabalho e pesquisas de cunho científico para melhorar nossas vidas. Aí, meu questionamento, o que vem sendo feito por essas lideranças estudantis nesse processo de inserção do mercado de trabalho de bons profissionais formados na universidade? Quais os trabalhos de cunho inovador podem ser fomentados e articulados pela gestão do DCE a fim de fazer com que cada vez mais profissionais sejam empreendedores no mundo onde vivem? Quais as políticas de pesquisa que o DCE deve abarcar? Questinonamentos como esses, na minha concepção devem ser debatidos e não que partidos, os integrantes de chapa pertencem. Se ainda continuarem discutindo quem é o padrinho, ao invés de discutirem quais são as idéias e proposições no sentido de inclusão melhor no mercado de trabalho e perfil de profissionais, continuarão tendo, como bandeira principal a discussão rasa do aumento de passagens.

  7. Carlos Alberto :@Flamarion Uchoa Para sua tristeza há muito tempo o ambiente acadêmico não é apenas para estudo, é um ambiente que vai muito além disso. Um espaço formador de opiniões e de grandes lideranças. Se não há juventude o que podemos esperar da política brasileira? É dentro das academias que se controem movimentos, lutas e políticas estudantis dignas e vitoriosas.Como bem colocou o senhor Flitz Nunes é lá que os jovens aprendem e praticam a cidadania.Pena que isso encomoda alguns!

    E como Encomoda!

  8. @Flamarion Uchoa
    Para sua tristeza há muito tempo o ambiente acadêmico não é apenas para estudo, é um ambiente que vai muito além disso. Um espaço formador de opiniões e de grandes lideranças. Se não há juventude o que podemos esperar da política brasileira? É dentro das academias que se controem movimentos, lutas e políticas estudantis dignas e vitoriosas.
    Como bem colocou o senhor Flitz Nunes é lá que os jovens aprendem e praticam a cidadania.
    Pena que isso encomoda alguns!

  9. @Flamarion Uchoa
    A universidade não é um lugar asséptico, em que as pessoas se voltam apenas ao tecnicismo. A militância faz parte do aprendizado de cidadania. Ou não? Será que voltamos ao tempo do pensamento militar em que só podiam participar os donos do poder?

  10. Flamarion Uchoa :Será que sobra um tempinho para estes jovens que estão estudando de graça em uma das melhores instituições de ensino do Brasil; para fazerem o mais importante,…ESTUDAR? Para assim quando se formarem nos diversos cursos da UFSM, poderem prestar um serviço a comunidade e ao País; que afinal de contas é quem realmente “financia” o futuro destes jovens!

    Baxinho da Borracharia :Prá mim o DCE é como querer recuperar o papel do clube 21 de Abril, do Esportivo…Hehehehe

    Permitam-me concordar plenamente.

  11. Será que sobra um tempinho para estes jovens que estão estudando de graça em uma das melhores instituições de ensino do Brasil; para fazerem o mais importante,…ESTUDAR? Para assim quando se formarem nos diversos cursos da UFSM, poderem prestar um serviço a comunidade e ao País; que afinal de contas é quem realmente “financia” o futuro destes jovens!

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