Operação Rodin (38). Mais de 13 indiciados. Mas não 40 e nem já. Outros contratos investigado
O burburinho continua pra lá de audível, em qualquer canto mais ou menos informado de Santa Maria. Não pensa que o escândalo Detran-Fatec e o provável esquema que causou prejuízo estimado em R$ 40 bilhões abale a maioria da comunidade. Não tenhamos a pretensão de achar que o assunto esteja na ordem do dia do cidadão comum – que é, este sim, a quase totalidade.
No entanto, não há dúvida: a população que lê jornais e acessa a internet, esta sim, continua falando e falando e comentando este que é o maior escândalo já investigado na história recente da boca do monte. Toda a sorte (e qualidade ou falta de) de boatos se espalha como rastilho de pólvora. E o telefone sem fio é evidente. O que começou lá no fundo como uma simples suspeita, chega aqui como culpa provada. É assim. Poderia ser diferente? Talvez. Mas não é.
Por conta disso, por exemplo, já se falou em mais de uma centena de implicados. E pelo menos 40 indiciados pela Polícia Federal. Até que vem o delegado federal Gustavo Schneider, no Correio do Povo (para ler, só assinantes – clique aqui) e diz que o número é uma fantasia. Mas admite que sejam mais que os 13 suspeitos presos e já liberados, e que o número pode chegar, quem sabe, a 30.
Mas nada será feito imediatamente. Os federais, junto com o Ministério Público, estão na fase de analisar os depoimentos, e, especialmente, o resultado das quebras de sigilo bancário e fiscal. Além, claro, de periciar os documentos e os arquivos de computadores apreendidos. Só então se partirá para os finalmentes. O que significa, mais ou menos, janeiro – como prazo.
Ah, mas atenção, que esta talvez seja a única novidade na história. O procurador da República Ivan Cláudio Marx garantiu, também no Correio do Povo, que outros contratos da Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência (Fatec), como também da Fundação Educacional e Cultural para o Aperfeiçoamento da Educação e da Cultura (Fundae) serão investigados. O que é garantia de dor de cabeça para muita gente. Inocente ou não.





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