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EDUCAÇÃO. Professores divididos sobre proposta do governo. Na UFSM, ela foi aceita e greve sequer foi votada

Na assembleia da UFSM, 40 docentes presentes. Quase totalidade a favor da proposta

Uma reunião provavelmente difícil espera os dirigentes do setor das universidades federais do Andes, o Sindicato Nacional dos docentes. Assembleias realizadas no Brasil inteiro mostram uma categoria dividida em relação à proposta apresentada pelo governo. Mesmo deixando clara sua insatisfação com o que consideram insuficiente, os professores da UFSM, na manhã desta quarta-feira, APROVARAM.

Essa posição, porém, ao mesmo tempo em que é a mesma de várias outras instituições, encontra séria resistência noutras. Como vai ficar? Difícil prever. Para saber mais do que pensam os docentes de várias universidades, acompanhe material produzido e distribuído pela assessoria de imprensa da Seção Sindical dos Docentes da UFSM. O texto e a foto são de Fritz R. Nunes. A seguir:

Deliberações docentes pelo país mostram divisão

…As primeiras informações de assembleias de docentes pelo país mostram uma relativa divisão de opiniões na categoria. Enquanto algumas instituições rejeitaram a proposta do governo, outras aceitaram plenamente e algumas outras aceitaram apenas parte dos itens apresentados pelo governo, na última reunião de negociação, sexta passada. O exemplo mais expressivo de rejeição é o da Universidade Federal do Paraná, em que uma plenária com 200 professores rejeitou a íntegra do que foi proposto. Na Federal do Piauí, em assembleia nesta quinta pela manhã, cerca de 80 professores (por diferença de apenas cinco votos) também rejeitaram a proposta.

A UFSM está entre as instituições que até o momento aprovaram totalmente a proposta, ainda que com ressalvas de que a mesma é insuficiente e de que é preciso continuar negociando a questão da carreira. Cerca de 40 docentes aprovaram a proposta, que teve apenas um voto contrário.

Número semelhante de professores esteve na tarde de terça na assembleia da Universidade Federal Fluminense. Conforme a assessoria de imprensa do sindicato (Aduff), a ampla maioria votou pela assinatura do acordo com o governo, chancelando a proposta apresentada na sexta-feira. Na Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), nesta quarta pela manhã, a categoria docente também aprovou a assinatura do acordo com o governo e suspendeu o indicativo de greve…”

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