Isso ninguém muda. Tortura não tem perdão possível. É um crime contra a humanidade. E ponto
Não é uma novidade ao leitor deste sítio. Mas não custa repetir: tortura não tem nada a ver com política, mas com o ser humano. Quem tortura precisa ser punido, em que tempo for. Não importa o que diga ou decida Gilmar Mendes, o presidente do Supremo, menos ainda se ele for seguido por seus pares.
Sem dizer a mesma coisa, mas certamente com muito mais talento, Emanuel Rego Lima, um leitor do sítio ddo jornalista Ricardo Noblat, escreveu um texto que diz tudo. Afinal, não conheço ninguém que diga que é ex-torturador. E você? Ah, leia as palavras de Lima, a seguir:
Prazer. Sou ex-torturador!
Conheço vários “ex-subversivos”; “ex-guerrilheiros” e até “ex-terroristas”.
Não conheço nenhum “ex-torturador”…
Como explicar isso?
Creio que a tortura é uma ação tão vil, tão infamante que até o proprio torturador se nega a declarar publicamente tê-la praticado.
O que dirão os filhos de um “ex-torturador”?
Os filhos dos ex-terroristas estão aí. Muitos até admiram publicamente os atos dos pais!
Mesmo os notórios acusados de tortura sempre se recusaram a reconhecer seus feitos, a despeito da anistia.
Ter torturado alguém, por mais razões de ordem política, estratégica, de segurança que se queira dar, é tão cruel, tão desumano, tão bestial, que nenhum torturador suporta a ideia de trazer isso à luz.
São e serão sempre torturadores. Nunca “ex”. Nunca passado! Nunca perdão. Nunca esquecimento. Nunca paz!
Essa é a pena que terão de cumprir. Até a morte. Até o fim dos tempos!
SUGESTÕES DE LEITURA – confira aqui, se desejar, também outras notas, artigos e comentários publicados na página editada pelo jornalista Ricardo Noblat.
Leia também a reportagem Senado quer ouvir Tarso, Vannuchi e Toffoli sobre punição à tortura, de Gabriela Guerreiro, na versão online da Folha de São Paulo.





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