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MEMÓRIA. Morre o Doutor Sócrates, um cara diferente. Não por médico, mas por jogador de futebol. E talentoso. E polêmico. E…

Sócrates morreu aos 57 anos. Foi um grande do futebol brasileiro, no fim dos 70’s, início dos 80’s

Era a morte anunciada. Desde algum tempo, já. Enfim, aconteceu. Os mais jovens conhecem (ou não) de ouvir falar. Ou de eventual leitura dos textos dele – e os lembro na revista Carta Capital. Mas era um sujeito diferente, nos campos (e fora deles) do futebol.

Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, casado, seis filhos. E irmão de Raí, outro atleta, de outro tipo. Que dizer? Nada. Apenas que foi o símbolo de uma época que nunca mais voltou. Os sítios de internet estão reverberando tudo, nesse dia, curiosamente, em que termina o campeonato brasileiro de futebol. Sócrates morreu faz meia dúzia de horas, e… Bem, fique com um (há vários outros, e você os encontrará nos links da própria matéria) texto base publicado no portal Terra. A seguir:

Ex-jogador Sócrates morre em São Paulo

O ex-jogador Sócrates, 57 anos, não resistiu a terceira internação em cerca de quatro meses e morreu nesta madrugada de domingo, em São Paulo. O Hospital Israelita Albert Einstein, local onde o ídolo corintiano estava internado desde a noite da última quinta-feira, confirmou a notícia por intermédio de boletim médico emitido às 5h30 (de Brasília).

Ainda segundo o hospital, o ex-jogador morreu às 4h30 em consequência a um choque séptico (infecção generalizada causada por bactéria). Natural de Belém, no Pará, Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira deixa a mulher, Kátia, e seis filhos.

Ainda não foram divulgados detalhes a respeito do enterro de Sócrates. A família do ex-jogador também não se pronunciou.

Essa havia sido a terceira vez que o ex-meia foi internado nos últimos quatro meses, sendo as duas anteriores por hemorragia digestiva decorrente do consumo prolongado de álcool…”

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3 Comentários

  1. Uma faceta do Doutor, que os cartolas odiavam, era sua opção ideológica pelo socialismo, por liberdades democráticas, por uma sociedade mais justa… Ele, diferente de outros jogadores, sabia do papel que tinha na sociedade e usava seu raciocínio fino para expressá-lo. Tinha um talento no campo burilado pela inteligência…suas jogadas usuais eram movidas pela observação aguçada do movimento mecânico, da utilização potencializada da musculação (tinha consciência de seus limites físicos) e da sensação de espaço físico… Sua altura, seu movimento lento eram turbinados pela massa cinzenta que o fazia único… Um líder entre os jogadores e inteligente, não pelo fato de ganhar dinheiro com a bola, mas de fazer valer os neurônios com a preocupação em torno do coletivo.

  2. O “Doutor” jogou muito. E como jogou! Talento refinado em uma geração pós Pelé, que nos presenteou com outros quase gênios, como Zico, Júnior e Falcão. Um cara de posições firmes, corajosas. Um cidadão. Rompeu os limites simplórios de um jogador de futebol. Não dizia coisas como “o importante é a vitória”, “tudo faremos pela vitória”, “estamos focados”. Via o futebol e a sua profissão como uma extensão de cidadania, como uma forma de questionar o que, até então, parecia inquestionável.Talvez não cuidou, como devia, de sí próprio. Talvez não tenha percebido que alguns exageros na comida e, principalmente, na bebida, seriam capazes de fazer o que muitos tentaram sem conseguir. Silenciá-lo.

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