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Atrás. O desafio de Pimenta, para reentrar no jogo, é tirar do adversário 600 votos por dia

Em 2004 foram 148.207 votos válidos na eleição para prefeito de Santa Maria. Estima-se que esse número, agora, fique entre 155 mil e 160 mil. Tomando-se o maior como provável, a diferença entre Schirmer e Pimenta, conforme a pesquisa divulgada sábado pelo Diário de Santa Maria, e cujos resultados reproduzi aqui no mesmo dia, o peemedebista teria uma vantagem, em 11 de setembro (último dia em que foram entrevistados eleitores), de 14,2%. O que significaria algo como 23 mil votos.

 

O que isso significa, objetivamente? Que, para reverter o resultado hoje adverso, o petista terá que tirar, do seu adversário, exatos 11,5 mil votos. Com o que, haveria um empate e a eleição se decidiria na linha de chegada. Desconsiderando este final de semana, Paulo Pimenta terá que conquistar 600 por dia, até 5 de outubro. Esse é o tamanho do desafio do candidato que encabeça a aliança “Santa Maria não pode parar”.

 

A rigor, e a favor do candidato que secunda Schirmer, há apenas um dado na pesquisa: a chamada “expectativa de vitória”. Esta, segundo o levantamento, em citação da colunista Rosane de Oliveira, de Zero Hora, no sábado, é de 42,4% – bastente (e incrivelmente) superior aos que acreditam na vitória de Schirmer: 33,5%.

 

A rejeição de 37,3% é significativa, mas não é fundamental, num pleito em que há apenas dois candidatos competitivos. Não deve ser a maior preocupação de Pimenta, de resto já com problemas suficientes para tirar a diferença de votos a favor. E como fazer isso?

 

À distância, e sem ter os detalhes internos da coligação, imagina-se que o petista vai apostar boa parte do seu tempo em reiterar a ligação com o presidente Lula, agora com direito a depoimento no rádio e na TV – aliás ainda não detectada na pesquisa, que foi feita antes da estréia lulista no proselitismo eletrônico.

 

De outro lado, para tentar o que os números dão como improvável, a histórica militância petista terá que aparecer – o que surgiu de forma talvez tímida, ate este momento. E, sobretudo, trabalhar. Afinal, se seu adversário precisa se preocupar apenas com a manutenção, os pimentistas terão que se virar.

 

E, por fim, talvez já esteja em discussão, no interior da coligação, a participação ainda mais efetiva de Valdeci Oliveira, na campanha. O tamanho do problema – afinal, o atual prefeito quer eleger seu sucessor – é provável que lhe exija (e não se descarte isso) inclusive um afastamento, por férias ou licença, do cargo no Centro Administrativo.

 

De todo modo, o enorme desafio de Paulo Pimenta, a confirmarem-se os números do levantamento publicado pelo Diário de Santa Maria, é virar uma eleição que, de resto, parece bem encaminhada para seu adversário.

 

EM TEMPO: sobre a influência dos indecisos e dos eleitores de Sandra Feltrin escreverei logo em seguida.

 

PARA LER MAIS DETALHES DA PESQUISA DO DSM, clique aqui.

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