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OUTRO OLHAR. Na resposta a um amigo, professor afirma que greve não há, mas outra coisa, na UFSM

O advogado e professor Sérgio Blattes, do qual não se pode dizer inexperiente em política, é, talvez, dos meus conhecidos e amigos, um dos que mais fortemente questiona as greves, especialmente a dos docentes da UFSM.

Pois bem. Outro dia, fez, via Twitter, uma pergunta ao (também amigo comum) Ronai Pires da Rocha. Confira o questionamento de Blattes. E o que disse, no seu blogue (Coisas do Campo), o professor Ronai. A seguir:

 “Meu querido Sérgio Blattes

Escrevo esse bilhete para conversar sobre tua pergunta no tuíte, “afinal, quem apóia essa greve da Ufesm, além dos grevistas?”? Repara que eu não vou tentar responder, não tenho forças nem tempo para tanto. Ao estilo de rábula gaudério, eu queria te sugerir que tua pergunta tem o estilo das perguntas complexas, como aquela do exemplo clássico: “E tu ainda bates na tua mulher?” Não importa que o guasca responda “sim” ou “não”, é Penha com ele, pois em qualquer caso fica suposto que o sujeito bate na mulher.

Em que sentido tua pergunta é complexa? Ela dá por suposto que a Ufesm está em greve, coisa que não procede. Uma descrição juridicamente correta da Ufesm deve nos lembrar que o calendário letivo da maior parte do ensino de graduação foi suspenso por um colegiado superior. Os professores não podem dar aulas porque um colegiado superior, que representa do MEC, suspendeu o início do segundo semestre letivo.

Assim, juridicamente, aquilo que chamas de “greve” (coisa que não posso fazer, por respeito aos fatos e à linguagem) não se trata de “greve”; ela foi interrompida, indiretamente, pelo próprio MEC, por meio de um dos colegiados superiores da Ufesm, e a decisão foi sancionada pelo Reitor. Esse fato, que não tem precedentes na história da Ufesm, faz com que, no limite da linguagem, possas te referir a ela como uma “greve branca” (ao estilo das “mentiras brancas”), que se caracteriza por tentar incomodar a população universitária o mínimo possível: é por isso que todo o sistema de pós-graduação e os estágios de graduação estão autorizados a funcionar; afinal, se tudo realmente parasse, seria um escândalo muito grande; a greve branca tem essa finalidade de incomodar e escandalizar apenas um pouco, o suficiente para que exista uma vitrine, onde ficam os bonecos da graduação.

Assim, meu querido Blattes, quem sustenta essa brancura toda é a própria Dona Dilema, através do çepe. E ela continua pagando o salário; ela pagará…” 

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