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“5 irmãos”. Maiores bancos controlam mais de 3/4 do crédito no Brasil. Adivinha quem perde!

Havia, em algum momento, as chamadas “sete irmãs”. Eram as maiores exploradoras do petróleo do planeta. Controlavam preços e tudo o mais que se ligasse aos interesses em torno do único grande combustível disponível. Hoje, sua influência persiste, mas é menor – com a descoberta de novas reservas e a inclusão de outras empresas, inclusive a brasileira Petrobras. Sei que isso é simplificar sobre assunto sério, mas é apenas para fazer a analogia com o que ocorre no Brasil de hoje, em relação à oferta de crédito.

 

Me diga: de que forma o consumidor pode ter alguma chance, se não há competição efetiva entre as instituições bancárias? Afinal, descobre-se a partir de excelente reportagem publicada n’O Estado de São Paulo que apenas cinco bancões controlam nada menos que 77% do crédito disponível. Ah, quem são? Itaú-Unibanco, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Federal. Mais detalhes no texto assinado por Leandro Modé, a seguir:

 

“Concentração bancária aumenta e dificulta a retomada do crédito

Participação dos cinco maiores bancos do País no mercado de crédito aumentou de 56,8%, em 1994, para 77,5%

 

As estatísticas do Banco Central (BC) confirmam as queixas de pessoas físicas e, principalmente, pequenas e médias empresas sobre a dificuldade para obter empréstimos nos últimos meses. Em fevereiro, as novas concessões de crédito caíram 7,7% em relação a janeiro. No bimestre, a baixa é mais expressiva: 23,9% na comparação com igual período de 2008. Segundo analistas, há várias razões para que as operações de empréstimos ainda não tenham retomado ritmo próximo ao que vigorava antes do agravamento da crise. Uma delas é a concentração do setor bancário no Brasil.

Estudo da agência de classificação de risco Austin Rating revela que, no fim de 1994 (ano de implementação do Plano Real), os cinco maiores bancos brasileiros respondiam por 56,8% do crédito. Em dezembro de 2008, esse porcentual havia disparado para 77,5%. Isso ocorreu por causa de dezenas de fusões e aquisições nos últimos anos, além de quebras no meio do caminho, como a do Banco Santos. No fim do ano passado, por exemplo, Itaú (então 2º do ranking) e Unibanco (6º) se fundiram e o Banco do Brasil (1º) comprou a Nossa Caixa (10º) e metade do Votorantim (8º).

O problema foi agravado com os efeitos da crise internacional nos pequenos e médios bancos brasileiros, além do esvaziamento das operações das filiais de bancos estrangeiros que estão com problemas nas matrizes. Na avaliação de uma fonte do governo existem hoje apenas cinco bancos comerciais atuando fortemente na concessão de empréstimos no País: Itaú-Unibanco, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa…”

 

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