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EDUCAÇÃO. Lideranças de Santa Maria “abraçam” luta por um campus do Instituto Federal Farroupilha 

Audiência nesta sexta reuniu autoridades, entidades e educadores pró-IFFar

Audiência na Câmara reuniu autoriddes, entidades e educadores. Todos pelo novo campus. (Foto Christiano Ercolani/Divulgação)

Por Marcelo Antunes / Da Assessoria de Imprensa do Deputado Valdeci Oliveira

A mobilização pela implantação de um campus do Instituto Federal Farroupilha (IFFar) em Santa Maria aglutinou de vez as principais lideranças e instituições da cidade. No final da tarde desta sexta-feira (23), o plenário da Câmara Municipal de Vereadores lotou para debater o tema da expansão das unidades do IFFar no Rio Grande do Sul.

Na audiência pública promovida por iniciativa do deputado estadual Valdeci Oliveira junto à Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, o apoio ao fortalecimento da vocação educacional de Santa Maria foi unânime. “Essa é uma causa de todas as visões políticas. Essa luta pertence a toda cidade e a região. Pela importância da cidade, há espaço para ampliar oportunidades educacionais para a nossa juventude, principalmente via ensino técnico”, anunciou Valdeci na abertura da audiência.

Ao recuperar a trajetória de 15 anos do IFFar, a reitora Nidia Heringer, afirmou que as tratativas para a expansão dos campi (de 11 para 15) da instituição estão avançadas. “Tenho certeza que com o apoio da Assembleia Legislativa, dos prefeitos e das comunidades, nós teremos a concretização desse desejo. Todas as unidades nasceram a partir das comissões de implantação, que são integradas por entidades representativas da comunidade, ou seja, dos segmentos empresariais, sindicais e legislativos. Quando me perguntam como será o (campus) de Santa Maria, eu digo que é esta comunidade é que irá construir a oferta, construir os eixos tecnológicos para termos seres humanos que fiquem na cidade, felizes com suas famílias.

O vice-prefeito Rodrigo Decimo, que representou o prefeito municipal, e a vereadora Luci Duartes, que representou o presidente da Câmara de Vereadores, asseguraram “apoio total” do Poder Executivo e do Poder Legislativo, respectivamente. “Como disse o deputado Valdeci, as forças vivas de SM estão unidas para consolidarmos Santa Maria como polo educacional. Com certeza, a prefeitura dará todo apoio e contrapartida, no caso o terreno, que deverá ocorrer de forma tranquila após o aval da Câmara de Vereadores”, assinalou ele, que também citou que um terreno localizado junto ao espaço da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), na Região Oeste, seria uma opção bastante forte de área para sediar o novo campus.

Já a vereadora Luci enfatizou que a implantação do campus do IFFar “é um sonho acalentado há muito tempo” e que não faltará “apoio político pluripartidário” ao movimento. “Essa Casa está de portas abertas, com uma torcida muito grande. Tudo o que estiver ao nosso alcance, nós vamos fazer para reforçar esse movimento”, disse.

O presidente do Sindicato dos Dirigentes Lojistas (Sindilojas), Ademir da Costa, informou, no plenário da Câmara Municipal, que o apoio ao campus do IFFar “é uma unanimidade” entre as entidades empresariais locais, e que essa posição foi definida durante encontro realizado neste mês.  

Na sequência, vereadores, vereadoras, estudantes e lideranças empresariais, sindicais, populares, educacionais e da juventude se revezaram na tribuna da Câmara para avalizar a luta e para reforçar que a iniciativa seja “abraçada por toda a cidade”.  “Precisamos de uma educação voltada ao mundo e não somente ao mercado, uma educação integral para um mundo cada vez mais complexo. Nós, gestores públicos, precisamos criar oportunidades para quem mais precisa”, disse o presidente do Conselho Municipal de Educação, Ronan Simioni.

No final da audiência, o deputado Valdeci, que coordenou o debate público, propôs a formação do “Comitê Permanente de Mobilização Pró-Campus do IFFar em Santa Maria”, que teria como integrantes membros das instituições e entidades que estiveram representadas no encontro. Com o aval dado pelos participantes da audiência, ficou definido o prazo do próximo dia 5 de julho como a data final para indicação da composição do colegiado.

“Após a definição das representações, nós faremos a primeira reunião coletiva de trabalho para unificarmos e ampliarmos as estratégias de ação e mobilização. Eu vou solicitar à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa para que o nosso mandato, pela vinculação direta com a cidade, possa representar o Parlamento gaúcho nesse Comitê”, afirmou Valdeci.

Além das autoridades políticas e das lideranças de diversos segmentos locais, também participaram da audiência pública estudantes, servidores e pró-reitores do IFFar e representantes dos movimentos sociais da cidade. As vereadoras Luci Duartes, Helen Cabral e Marina Callegaro e os vereadores Valdir Oliveira, Paulo Ricardo, Professor Danclar e Manoel Badke também marcaram presença, assim como o diretor geral da secretaria estadual da Educação e ex-reitor da UFSM, Paulo Burmann; a secretária municipal de Educação, Lúcia Madruga; e o presidente da AM-Centro, Sérgio Coradini.

A íntegra da audiência pública pode ser conferida  no YouTube da TV Câmara de Santa Maria:

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8 Comentários

  1. P.S.2. Não o video game. Num certo programa falaram da perda do ‘bonus demografico’. Falaram do fim da piramide etária. Falaram do problema das aposentadorias. E não falaram do obvio, menos jovens, menor demanda na educação. Falta de noção ou malandragem, cada um com sua avaliação.

  2. P.S.. Faltou uma piada. ‘As cidades escolhem os cursos que querem’. Os nós cegos daqui irão escolher a mão de obra que vão ‘exportar’?

  3. Obvio que uma opiniao é só uma opinião, não muda nada no mundo. Porém as escolas de formação não tem nenhum compromisso com quem sai com o diploma. Formou-se não é problema mais delas. Quanto mais gente formada mais aviltado é o salario depois. Mercado de trabalho é mercado. Por fim alguém andou citando um ‘ranking’ de revista citando SM como ‘uma das melhores cidades para investir’ por conta das ‘condiçõe educacionais’. No que salta o óbvio (não há espaço para desenhar): o ranking foi feito por jornalistas não para empresários. Um empresário le a revista e diz ‘SM é um bom lugar para buscar mão de obra’. Alas, antes da tragédia a reputação primeira da urb era esta. Alas, dos fatores de produção mão de obra é a mais facil de movimentar. Não é a toa que as vinicolas trazem mão de obra do Nordeste. Construtoras idem. Falaram até em trazer da Argentina.

  4. No que se chega ao problema dos técnicos no Brasil. Criatura se forma com 18/19 anos. Ganha 3 ou 4 mil por mes na media (obvio que existem exceções, em SP há tecnicos ganhando 12 ou 13 mil). Solteiro(a) para fazer festa é o que basta. Dai chega outra fase na vida, muitos querem casar e montar familia. Mesmo que a/o conjuge ganhe o mesmo tanto (na media mulheres tendem a casar com quem ganha o mesmo ou mais que elas, é estatistico), não chega. O que o/a tecnica acaba fazendo? Ou estuda para concurso publico, ou arruma um curso superior (muitas vezes numa particular) a noite. Muitas vezes o curso não tem a ver com a formação tecnica. Técnica(o) em higiene dental cursa direito, por exemplo. Tirei do bolso a catilinária? Não, é um filme que já vi passar muitas vezes. Fora da aldeia, óbvio.

  5. No que se chega a alguns enrolões cabeças brancas. Alguns há decadas com um pe na academia e outro na politica. Tanto numa como a outra não conseguem apontar um pé de guanxuma para dizer que ‘fui eu que plantei’. Pior é que não largam o osso. Desculpa nestes casos é o ‘ainda tenho muito a contribuir’.

  6. Quarto. Numero de alunos(as) matriculados(as) é ‘estoque’, não representa demanda futura. Alas, tanto o Politecnico quanto o CTI tiveram vagas ramenescentes este ano. IFFar idem. Muitos cursos inclusive da UFSM (particulares nem se fala) estão ‘laçando’ alunos.

  7. Primeiro a piada. ‘Lideranças’ não, detentores de cargos e gente com um certo destaque. ‘Liderança’ é outra coisa. Segundo, outra piada. ‘Dr, Mariano também enfrentou oposição, quando quis trazer a UFSM, logo é necessário “deixar as lideranças trabalhar”‘. Comparar o Dr. Mariano com o que se apresenta hoje em dia é falta de noção ou simplesmente burrice.

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