Efeitos. Se PAC de Lula der certo, Santa Maria pode estar entre os que mais benefícios terá
É possível que você considere extemporânea, ou fora do contexto, a afirmação constante do título desta nota. Fica tranqüilo, não inventei nada, nem tirei do além a idéia de que o PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) é uma benesse da qual a cidade, exceto eu, claro, não se deu conta. Aliás, tenho convicção de que não sou o único a pensar desta maneira.
Mas, por que, afinal? Simples: um dos setores a ter maiores avanços, indiscutivelmente, é o de construção civil. O financiamento será facilitado pela montanha de dinheiro que o governo, através da Caixa Econômica Federal, tornará disponível aos investidores. Mais que isso, a Fundação Getúlio Vargas, de cujo renome nem é preciso falar, está apostando, no caso específico da construção, em crescimento chinês – o que quer dizer pouco menos que estratosférico.
E onde entra Santa Maria nessa história? É cristalino: a construção é, de todos os setores industriais da cidade, o mais profissionalizado, e já gera a maior quantidade de empregos, individualmente, no setor secundário da economia. E qualquer espirro em Brasília significa uma gripe por aqui. E o contrário, no caso, é verdadeiro: o remédio ministrado lá, provoca a cura cá.
Para, quem sabe, concordar comigo. Ou manter a discordância. Ou até por outra razão qualquer, vamos à origem das minhas observações: reportagem publicada pelo jornal O Estado de São Paulo, assinada pelo jornalista Marcelo Rehder. Confira:
Para FGV, construção terá ritmo chinês
Com mais investimentos, setor pode ter crescimento de 8,6%
Se o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) for capaz de elevar a taxa de investimento (formação bruta de capital fixo) para os níveis esperados pelo governo, a construção civil vai ganhar ritmo chinês de crescimento. Uma simulação feita pela Fundação Getúlio Vargas Projetos indica que, caso a taxa de investimento passe dos atuais 20,6% para 22% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riquezas produzidas no País) já neste ano, o setor da construção civil deverá crescer 8,6%, mais do que o dobro estimado para a economia como um todo (4%). Para 2008, supondo que o nível de investimento chegue a 25% do PIB, a expansão da construção civil é estimada em 15%. Nesse caso, o PIB deverá crescer 5%.
Pelos cálculos dos consultores Ana Maria Castelo e Fernando Garcia, da FGV Projetos, o impacto no emprego nos canteiros de obra também será expressivo. Eles projetam um aumento de 9% no nível de ocupação do setor em 2007, com a abertura de cerca de 450 mil postos de trabalho. Para o ano que vem, a previsão é de acréscimo de 17%, o que representa cerca de 915 mil vagas. Nos anos seguintes, a oferta de novas ocupações deverá ser menor. Hoje, estima-se que a construção civil emprega 5 milhões de pessoas em todo o Brasil.
Os números mostram que o desenvolvimento econômico e social do País passa por investimentos em infra-estrutura e construção civil, diz Ana Maria. Se as intenções do governo explicitadas no PAC se confirmarem, o setor vai crescer a taxas comparáveis às da China. No ano passado, a economia chinesa cresceu 10,7%.
Paulo Safady, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), avalia que, dos R$ 503 bilhões de recursos anunciados pelo governo, aproximadamente R$ 300 bilhões referem-se a investimentos novos, o que dá uma média anual de R$ 75 bilhões
SE DESEJAR ler a íntegra, pode fazê-lo acessando a página do jornal O Estado de São Paulo na internet, no endereço http://www.estado.com.br/editorias/2007/01/28/eco-1.93.4.20070128.41.1.xml.





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