Faltam 300. Vem aí nova nomeação de CCs, na barganha do governo federal com sua base aliada
O jornal Zero Hora publicou, no último domingo, a reportagem A cultura da barganha. Nela, se informava a existência de 21,5 mil cargos comissionados, no âmbito do Governo Federal (eram 18 mil, no final do governo Fernando Henrique Cardoso). E que, destes, 4,5 mil são de livre provimento. Isto é, não precisam ser do chamado Quadro Geral.
Mas há, como em qualquer churrasco, a costela e o filé. Ou a picanha. E esta é representada por mil cargos, mais ou menos. Metade estaria preenchida. A outra metade depende de nomeação. Pois é exatamente sobre esse contingente que se debruça o governo, neste momento, para resolver o problema de apetite dos aliados.
Diz-se que, nos últimos dois meses, foram nomeados 200, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas há outros 300 pendentes. E são o objeto da cobiça de deputados e senadores da base aliada, sejam ou não petistas, que, em português claro, estão cobrando a fatura pelo apoio. Ainda mais em tempo de votação importante no Congresso Nacional – como a prorrogação (e transformação em permanente) da CPMF.
É. Pois é. Ninguém engana ninguém, a não ser no discurso. Essa é prática useira e vezeira dos governantes. Todos eles. Do Chuí (sim, do Chuí) ao Oiapoque, passando pelo Planalto Central. A diferença é apenas que antes era um, hoje é outro. Como amanhã será um terceiro. Coisas (desagradáveis) do Brasil.
SUGESTÕES DE LEITURA – confira aqui a reportagem Em três pastas, o mapa dos cargos, de Vera Rosa, da sucursal de Brasília dO Estado de São Paulo.
Leia também a reportagem A cultura da barganha, de Leandro Fontoura, em Zero Hora.





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