AssembleiaEconomiaEstado

ESTADO. Grupo de trabalho do governo vai tratar de política de médio e longo prazo para o carvão mineral

Comissão especial da Assembleia: a segunda boa notícia, depois do anúncio de Brasília
Comissão especial da Assembleia: a segunda boa notícia, depois do anúncio de Brasília

Esse é, provavelmente, o segundo ganho expressivo do setor carvoeiro – que, consta, já trabalha com perspectivas não-poluentes. O primeiro foi, obviamente, a abertura da possibilidade da energia gerada pelo carvão do sul do país participar dos leilões do governo federal – o que dá um senhor alento a esse segmento econômico do Estado.

O segundo, a participação do governo gaúcho, foi anunciado nesta segunda, em reunião da Comissão Especial criada na Assembleia Legislativa e que tem o peemedebista Márcio Biolchi como presidente e o petista Valdeci Oliveira na relatoria. É da assessoria de imprensa do parlamentar santa-mariense o relato a seguir, com texto e foto de Tiago Machado. Acompanhe:

Estado cria grupo de trabalho sobre carvão mineral, destaca Valdeci

Em audiência pública nesta segunda-feira (29), a Comissão Especial do Carvão Mineral e da Energia Eólica debateu as potencialidades de geração de energia elétrica do estado, especialmente a partir do carvão mineral. Foram ouvidas manifestações do presidente da Companhia Riograndense de Mineração, Elifas Simas, e do presidente da Associação Brasileira de Carvão Mineral (ABCM), Luiz Fernando Zancan.

Simas  destacou as recentes ações governamentais gaúchas no sentido de apoiar a cadeia do carvão mineral. Ele confirmou que, na semana passada, o governador Tarso Genro emitiu um decreto criando um grupo de trabalho que está discutindo, no âmbito do Executivo, formas de desonerar a cadeia produtiva do carvão e de tornar o tratamento mais isonômico com relação a outras fontes de energia. Simas acrescentou que o governo do Estado trabalha ainda no desenvolvimento de uma política de Estado para o carvão mineral a médio e longo prazo.

O presidente da CRM, Fernando Zancan falou principalmente sobre a participação do carvão mineral na matriz energética brasileira e gaúcha e sobre os planos e necessidades do setor para o futuro. Segundo ele, apesar do Rio Grande do Sul dispor de 90% das reservas brasileiras, esse mineral ainda é um desconhecido pelo conjunto do estado. Atualmente, o mineral representa 1,4% da matriz energética brasileira. Conforme Zancan, é urgente a estruturação de uma política industrial para a cadeia do carvão e o investimento num programa de modernização de usinas termoelétricas. Além disso, segundo ele, o setor carece de isonomia tributária numa política de incentivos estaduais e federais

O relator da comissão, o deputado Valdeci Oliveira (PT), destacou a iniciativa do ressaltou governo do Estado e enfatizou que o Rio Grande do Sul tem de ampliar a mobilização pelo carvão. “ A iniciativa do governo de criar este grupo demonstra a prioridade dada ao tema. O carvão garante reforço energético e desenvolvimento regional. Não podemos abrir mão desta riqueza ”, disse.

O presidente do órgão técnico, deputado Márcio Biolchi (PT), anunciou que a Comissão deverá se reunir todas as segundas-feiras, dentro do prazo de 120 dias de trabalho. “Estamos aqui para ouvir e discutir os assuntos tecnicamente e verificar as nuances políticas que daqui podem decorrer”.

O presidente da Assembleia, Pedro Westphalen, e os deputados João Fischer e Frederico Antunes também participaram da audiência pública juntamente com representantes do governo do Estado, do CREA-RS, da UFRGS, da Força Sindical, da Fiergs, do Badesul, da Federasul e da Cientec. A Câmara Municipal de Minas do Leão, na região Carbonífera do Estado, esteve representada pelos vereadores Vagner de Carvalho, Paulo Freitas e Alceu Moraes.“ 

Artigos relacionados

ATENÇÃO


1) Sua opinião é importante. Opine! Mas, atenção: respeite as opiniões dos outros, quaisquer que sejam.

2) Fique no tema proposto pelo post, e argumente em torno dele.

3) Ofensas são terminantemente proibidas. Inclusive em relação aos autores do texto comentado, o que inclui o editor.

4) Não se utilize de letras maiúsculas (CAIXA ALTA). No mundo virtual, isso é grito. E grito não é argumento. Nunca.

5) Não esqueça: você tem responsabilidade legal pelo que escrever. Mesmo anônimo (o que o editor aceita), seu IP é identificado. E, portanto, uma ordem JUDICIAL pode obrigar o editor a divulgá-lo. Assim, comentários considerados inadequados serão vetados.


OBSERVAÇÃO FINAL:


A CP & S Comunicações Ltda é a proprietária do site. É uma empresa privada. Não é, portanto, concessão pública e, assim, tem direito legal e absoluto para aceitar ou rejeitar comentários.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo