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E DEPOIS? Bisogno aceita acordo que levará à saída, em 30 dias, do Procurador. Câmara será desocupada

Documento a ser assinado por Bisogno resolve o problema da ocupação (que acaba) do parlamento. Mas cria fatos políticos de desfecho ainda imprevisíveis (foto Marcelo de Franceschi/Trançarua
Documento a ser assinado por Bisogno resolve o problema da ocupação (que acaba) do parlamento. Mas cria fatos políticos de desfecho ainda imprevisíveis (foto Marcelo de Franceschi/Trançarua

Nesse preciso instante, se encontra no prédio da Câmara de Vereadores o seu presidente, Marcelo Bisogno, do PDT. Também estão lá edis de oposição, como Werner Rempel (PPL), Jorge Trindade e Daniel Diniz (PT) e Coronel Vargas (PSDB). Bisogno, cinco dias após o início da ocupação por vários grupos, políticos ou não, e que formaram, na noite de sábado, o que chamaram de Movimento por Justiça, está prestes a assinar um Termo de Compromisso.

Pelo documento, o presidente do Legislativo, como forma de garantir a desocupação do espaço, o que deve ocorrer pela manhã, após uma limpeza feita pelos ocupantes, se propõe a demitir o procurador jurídico da Casa, advogado Robson Zinn, num prazo de 30 dias. E a sugerir a renúncia dos integrantes da CPI da Kiss, já que ele não tem poder legal para exigir.

O acordo, que teve a costura decisiva do presidente da subsecção local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Péricles Palma da Costa, e a participação de edis oposicionistas, terá consequências importantes do ponto de vista político. Não se sabe exatamente quais, mas uma parece óbvia.

A decisão de Bisogno, que cedeu na principal reivindicação dos manifestantes, vai, no entanto, de encontro ao desejo da bancada governista, reunida na tarde da sabatina. E, assim, a menos que algo extraordinário ocorra, o presidente da Câmara está isolado. A bancada do PDT é ele. E é um só voto. Os governistas têm 12, se todos ficarem juntos, na defesa política do prefeito Cezar Schirmer. Os principais, PMDB e PP, juntos têm oito. Mais DEM e PTB, com duas cadeiras cada. Se eles tirarem a sustentação de Bisogno… Ah, e a oposição? Tem oito edis. Só.

Bem, isso já é assunto para mais tarde, mas parece óbvio que, se as siglas governistas mantiveram o que anunciaram no sábado, muito dificilmente o pedetista conseguirá ter sustentação para continuar no cargo.

Momentos de muita emoção e, talvez, sobressaltos aguardam o Legislativo da comuna. E quem foi responsável por isso? Exatamente o protesto que tem como ponta de lança os familiares das vítimas da tragédia. É a Kiss e suas consequências provocando mudanças históricas na política santa-mariense. A começar pela Câmara de Vereadores.

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4 Comentários

  1. Os edis precisam ouvir a voz do povo que clama por justiça e sensibilizarem pela dor dos familiares, amigos e colegas das 242 vítimas, pois as autoridades foram negligentes ao permitir que a Kiss funcionasse sem segurança aos frequentadores. Não podemos esquecer que vidas foram ceifadas e esta dor jamais será esquecida por aqueles que perderam seus familiares e amigos. O mínimo que se espera daqueles que foram eleitos para representar o povo, é transparência, coerência e ética, pois o mandato que exercem pertence a população que lhes delegou a função de lhes representar.Vamos ficar atentos e vigilantes para que os edis tomem decisões pautadas nos princípios legais.

  2. Ao firmarem pacto assumem ter invadido e poderão ser acusados. Espero que a OAB nao participe desta possibilidade e proteja e preserve o movimento.

  3. Agora Claudemir ? Agora, na minha humilde opinião, começa, no mínimo, uma grande vigília, pelo cumprimento do acordo.
    Sinto muito pelo comentário em Caps Lock mais cedo. Empolgação e descuido meu. Como grande admirador seu, humildemente me desculpo.

    Boa noite, e aguardemos !!

  4. Não acredito nesse acordo.
    Penso que está é mais uma estratégia para desviar a atenção da população,o interesse é a retirada dos manifestantes da Câmara e o principal foco é arranjar um furo para manter o Bisogno e Robson Billo Zinn ainda dentro da casa do povo.

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