ECONOMIA SOLIDÁRIA. Estrangeiros dizem levar, daqui, a “inspiração para novos empreendimentos”

ECONOMIA SOLIDÁRIA. Estrangeiros dizem levar, daqui, a “inspiração para novos empreendimentos” - eco-canadense

Binete: trocamos experiências para levar ao Canadá

Essa é outra das grandes vitórias do Projeto Esperança e seus associados, que conseguem o que a economia tradicional e as autoridades idem, com muito trabalho, fazer da organização da Economia Solidária daqui um exemplo a ser seguido. Acompanhe, a propósito:

Por MAIQUEL ROSAURO (texto e fotos), assessor de imprensa dos eventos

O que pensam os estrangeiros que visitam a Feira Mundial de Economia Solidária

ECONOMIA SOLIDÁRIA. Estrangeiros dizem levar, daqui, a “inspiração para novos empreendimentos” - selo-ecosol-menor1Mais de 40 países estão representados no 2ª Fórum Social, 2ª Feira Mundial de Economia Solidária e 20ª Feicoop. Alguns participantes vem de locais distantes, como Filipinas, Marrocos, Itália, Canadá e México. De Santa Maria, eles levam a inspiração para novos empreendimentos.

– Aqui conhecemos e trocamos experiências para formar iniciativas no Canadá – avaliou Katina Binete, do Groupe d’Économie Solidaire du Québec, do Canadá.

Já o marroquino Abdeljalil Cherkaoui, presidente da Réseau Africain de L’Economie Sociale et Solidaire (Raess), que representa 17 países africanos, afirmou que o evento está sendo muito proveitoso. Chamou sua atenção a cooperação entre diferentes religiões e a abrangência conquistada pela Economia Solidária na América Latina.

– Observei diversos empreendimentos informais que encontram seu lugar dentro da Economia Solidária. Há um acompanhamento inteligente vinculado com o território, no qual artesanato, agroecologia, serviços e atividades atuam de forma sustentável. Buscaremos implementar isso na África, onde temos uma renda menor e pessoas mais pobres – explicou Cherkaoui.

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Cherkaoui: cooperação entre as diferentes religiões e abrangência do evento

O italiano Jason Nardi, da Solidarius Italia, destacou o crescimento dos empreendimentos em rede.

– As redes de Economia Solidária não são empreendimentos poderosos, mas que unidos conseguem crescer. Cooperar é a forma mais fácil para o crescimento, as redes estão revitalizando a ideia de comercialismo – argumenta Nardi.

Quem também participou da Feira foi o presidente do Comité International at Réseau Canadien de Développement Économique Communautaire (RCDÉC), Yvon Poirier. Ele estará presente na 5ª International Meeting of Social Solidarity Economy, que será realizado em Manila, nas Filipinas, em outubro, onde pretende transmitir o que viu na Feira.

– Dos brasileiros vou levar a inspiração para outras redes – projeta Poirier.

A Feira

O 2º Fórum Social, 2ª Feira Mundial de Economia Solidária e 20ª Feicoop ocorrem no Centro de Referência em Economia Solidaria Dom Ivo Lorscheiter, em Santa Maria. Os eventos tiveram início na quinta-feira, 11 de julho, e terminam neste domingo, 14.

Mais de mil empreendimentos, de 40 países, estão representados na Feira. São oferecidos cerca de 10 mil produtos da Economia Solidária e Agricultura Familiar. 

A Feira conta com o patrocínio de Sebrae, BNDES, Petrobrás, Sesampe do Governo Estadual e Senaes do Governo Federal. 

Horário de funcionamento:

Domingo: Até às 18h

Acompanhe as notícias ao vivo da Feira no Facebook: https://www.facebook.com/FeiraMundialdeEcoSol

 



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